Somos o resultado das nossas escolhas

Nos últimos meses e devido a uma busca mais intensa por uma vida mais preenchida e em busca de um propósito passei a ler mais, a ouvir podcasts, a assistir a conferências, a trocar considerações com amigos e a desbravar novos territórios. Não nos devemos conformar com o que temos, mesmo que o consideremos bom. Todo o ser humano deve ter a obrigação de se ir aprimorando.

Nesta busca decidi aprofundar algumas verdades que sempre tive presente e as quais nunca me debrucei com maior atenção de forma a tirar delas as devidas consequências. E uma dessas verdades é que: somos o resultado das nossas escolhas. Sempre.

Não raras vezes e perante algum infortúnio ou situação menos favorecedora não resistimos a colocar a culpa no destino, nos outros, no que for, mas nunca em nós.

Com isto não quero afirmar que não existem situações que estão completamente fora do nosso controle, superiores a nós e que somos obrigados a aceitar o desfecho, qualquer que ele seja.

Quero sim evidenciar que por mais aleatória e poderosa que seja a situação há sempre algo que apenas nós controlamos: a nossa reação.

E a nossa reação a toda e qualquer situação define o que somos e em consequência define a nossa vida.
Assumirmos esta verdade é assustadora e libertadora ao mesmo tempo. Assustadora porque obriga-nos a assumir que somos os únicos responsáveis pela nossa vida e pelas nossas escolhas.

Por outro lado, é libertadora pois assumindo nós o poder de definirmos a nossa vida através das nossas escolhas, permite-nos a todo o momento dar-lhe outro rumo. Que podemos a todo o momento corrigir a rota e sermos consequentes nas nossas ações para termos o resultado pretendido.

Não podemos negar que somos resultado da nossa família, da nossa sociedade, das nossas vivências e elas condicionam a forma como fazemos as nossas escolhas, quer as conscientes quer as inconscientes. Mas essas condicionantes não nos definem, não são uma sentença à qual não podemos escapar.

Não somos e nem devemos ser meros espectadores na nossa vida, como já afirmei num texto anterior meu. Cabe a cada um de nós assumirmos o controlo da nossa vida, sermos mais intencionais nas coisas que fazemos e abandonarmos de vez o hábito de responsabilizar os outros por tudo o que nos acontece.

Ao assumirmos esse poder de direção não existirão limites que nos impeçam de alcançar o nosso potencial e de conseguirmos ser o que queremos e precisamos ser.

Façamos a escolha pela liberdade de sermos quem somos e o resultado valerá a pena.

Praia, 9 de junho de 2022

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Adénis Carvalho Silva

Adénis Carvalho Silva

"Filha, mãe, esposa, advogada. Amiga dos seus amigos. Leal, honesta e direta. Uma apaixonada por música, livros e pela escrita. Amante de uma boa conversa e de aprender coisas novas. Em permanente busca de novos desafios."

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