S. Vicente: Especialista antevê tendência do turismo por nichos em que Cabo Verde “pode diferenciar-se”

S. Vicente: Especialista antevê tendência do turismo por nichos em que Cabo Verde “pode diferenciar-se”

O formador Paulo Gomes, da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira (Portugal), disse esta quarta-feira, 09, que todos sinais provenientes de estudos indicam que as tendências do turismo, ou a procura do turista, serão por nichos mais pequenos.

 


O especialista falava, no Mindelo, no acto de entrega de certificados de um programa de capacitação direccionado a cinco gestores hoteleiros e chefias intermédias das ilhas de São Vicente e Boa Vista, que fazem parte de um leque de 35 gestores de seis ilhas do arquipélago, beneficiados com a formação.


É que, segundo Paulo Gomes, “quer se queira, quer não”, devido à pandemia da covid-19, os processos de gestão na área turística “têm que ser diferentes e sempre adaptados a esta realidade”, que já dura há dois anos, pelo que “o turismo também irá mudar”.

Aliás, segundo a mesma fonte, “todos sinais provenientes de estudos que têm sido feitos” indicam que os mercados já estão a abrir e as tendências do turismo, ou a procura do turista, será “por nichos mais pequenos”.


“Não vão procurar tanto os aglomerados populacionais das grandes cidades, mas sim aglomerados mais pequenos e ofertas diferenciadoras”, concretizou Paulo Gomes, para quem em Cabo Verde, com nove ilhas habitáveis, esse é um produto que se for bem trabalhado, “pois há outros desafios a resolver”, poderá diferenciar-se de outro por essa razão.


“Nunca é um destino de massas, é um destino de nicho em que as pessoas se sentem de certa forma confortáveis com esse modelo”, concretizou.


Aliás, em relação à formação de capacitação que hoje chegou ao fim, Paulo Gomes disse que os conteúdos também foram direccionados aos tempos que se vivem hoje, motivados pela pandemia, e que o programa não fugiu à regra.


Contemplou seis módulos, todos na área da gestão nos mais variados domínios, numa primeira fase em modelo à distância (online) e numa segunda presencial, devido à covid-19.


Em todas as ilhas os grupos que participaram e que chegaram até ao fim apresentaram perante um júri um trabalho final e só aqueles que obtiveram aproveitamento receberam o diploma.


“Começou com cem participantes e terminou com 35, por se tratar de um programa exigente e porque o objectivo enquanto escolas de turismo não é entregar certificados, mas fazer com que esses programas sejam eficazes e eficientes”, reiterou Paulo Gomes.


O curso foi financiado pela União Europeia e promovido pelo Ministério do Turismo e Transportes, em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (EHTCV) e a Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira (Portugal), estes últimos que desenharam o programa de formação avançada, direccionada a gestores hoteleiros e chefias intermédias.


O exercício final do curso foi a apresentação pelos formandos de um estudo de viabilidade económica/financeira de um projecto de instalação, por um grupo hoteleiro da Madeira, de uma unidade hoteleira em cada uma das nove ilhas do arquipélago, cujo resultado foi elogiado pelo formador.


Inforpress

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