Resultados de Pesquisa

Burricite Pública

Eu que vos digo: poucas coisas me impressionam tanto quanto a perda de vergonha de um número cada vez maior de indivíduos que simplesmente deixaram de se importar em demonstrar publicamente a própria burrice. Sim, burrice, digamos assim mesmo sem freios. Não vulgo ignorância. A ignorância todos nós colecionamos, faz parte da condição humana Há coisas que não sabemos, nem adianta querer saber. Eu próprio possuo um património obsceno de ignorâncias e também de xix burrices..agora, daí até não existir sequer o pudor de expor publicamente a própria falência cerebral? Isso é obra!

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O Bafafá dos Festivais

O anúncio do valor pago ao cantor brasileiro Leo Santana para atuar na edição de 2026 do Festival da Baía das Gatas acendeu chamas: será legítimo investir esse tanto de dinheiro público em festivais quando o país enfrenta desafios estruturais em áreas como a saúde, a educação, a habitação ou emprego?

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Cuidado: Contém Política!

É assim: há um velho truque na arquitetura urbana. Quando se quer afastar as pessoas de um determinado lugar, nem sequer é preciso construir um muro. Basta tornar esse lugar inóspito. Bancos onde ninguém consegue permanecer muito tempo, praças sem sombra, iluminação tosca, percursos desconfortáveis. O espaço continua tecnicamente público, mas deixa de ser…afável.

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Control C: a crise estética do design ready-made em tempos de IA

Desculpem-me, todavia isto parece aquelas piadas que se conta a rir : a revolução digital, que prometia libertar a criatividade humana, conseguiu foi, afinal, um feito do caneco— fazer com que milhões de pessoas produzissem versões absolutamente idênticas do mesmo cartaz. O ready-made poster deixou de ser uma tendência; tornou-se uma verdadeira epidemia estética!

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Quais os Próximos Capítulos da Cultura em Cabo Verde?

Nos últimos dias, tenho estado a conversar — como, aliás, é prática recorrente minha — com vários colegas do setor das artes e da cultura. Conversas informais, algumas longas, outras rápidas, mas todas atravessadas pela mesma inquietação: quais são as dores, os amores e as perspetivas para os próximos cinco anos da cultura em Cabo Verde?

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Buluku: Cosmologias africanas para repensar o futuro

Quando comecei a desenvolver este projeto, percebi cedo que o nome não podia ser apenas uma escolha estética. Dar um nome a uma criação é sempre um gesto carregado de significado. Um nome convoca imagens, sugere direções e ajuda a situar uma ideia no mundo.

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