
Peça FÊMA de Djam Neguin estreia em Portugal
Segundo o coreógrafo, a obra aborda a mazurca como um “arquivo vivo” sujeito à desconstrução e reinvenção.

Segundo o coreógrafo, a obra aborda a mazurca como um “arquivo vivo” sujeito à desconstrução e reinvenção.

Eu que vos digo: poucas coisas me impressionam tanto quanto a perda de vergonha de um número cada vez maior de indivíduos que simplesmente deixaram de se importar em demonstrar publicamente a própria burrice. Sim, burrice, digamos assim mesmo sem freios. Não vulgo ignorância. A ignorância todos nós colecionamos, faz parte da condição humana Há coisas que não sabemos, nem adianta querer saber. Eu próprio possuo um património obsceno de ignorâncias e também de xix burrices..agora, daí até não existir sequer o pudor de expor publicamente a própria falência cerebral? Isso é obra!

O anúncio do valor pago ao cantor brasileiro Leo Santana para atuar na edição de 2026 do Festival da Baía das Gatas acendeu chamas: será legítimo investir esse tanto de dinheiro público em festivais quando o país enfrenta desafios estruturais em áreas como a saúde, a educação, a habitação ou emprego?

É assim: há um velho truque na arquitetura urbana. Quando se quer afastar as pessoas de um determinado lugar, nem sequer é preciso construir um muro. Basta tornar esse lugar inóspito. Bancos onde ninguém consegue permanecer muito tempo, praças sem sombra, iluminação tosca, percursos desconfortáveis. O espaço continua tecnicamente público, mas deixa de ser…afável.

Desculpem-me, todavia isto parece aquelas piadas que se conta a rir : a revolução digital, que prometia libertar a criatividade humana, conseguiu foi, afinal, um feito do caneco— fazer com que milhões de pessoas produzissem versões absolutamente idênticas do mesmo cartaz. O ready-made poster deixou de ser uma tendência; tornou-se uma verdadeira epidemia estética!
Nos últimos dias, tenho estado a conversar — como, aliás, é prática recorrente minha — com vários colegas do setor das artes e da cultura. Conversas informais, algumas longas, outras rápidas, mas todas atravessadas pela mesma inquietação: quais são as dores, os amores e as perspetivas para os próximos cinco anos da cultura em Cabo Verde?

Quando comecei a desenvolver este projeto, percebi cedo que o nome não podia ser apenas uma escolha estética. Dar um nome a uma criação é sempre um gesto carregado de significado. Um nome convoca imagens, sugere direções e ajuda a situar uma ideia no mundo.

Com estreia no Teatro do Bairro, “Buluku” é uma produção da Companhia Clara Andermatt.

O bailarino e coreógrafo foi um dos selecionados de um grupo de artistas emergentes que vão participar do evento que acontece em Guimarães, Portugal.

A tournée arrancou na passada semana na XV Bienal Internacional de Dança do Ceará.