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Au revoir 2021!

Verdade seja dita, e não só porque eu gosto de uma boa frase de efeito, mas o simples facto de ter chegado ao finalmente de 2021, e poder estar aqui a escrever estas linhas terminais, é, per si, um motivo de txim txim. Também, não é muito difícil de imaginar o por quê se levarmos em conta o filmão que temos estado a viver ao longo destes dois anos. Seguramente, não devo ter sido só eu a ressignificar o conceito de privilégio.

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Tirania da positividade

Arf, “no puedo mas”! Já está mais do que na hora de dar um chega pra lá a esta onda rebuliçosa dos seres amados, cheios de ‘gratiluz, namastes e goodvibes only’. É mindfulness pr’aqui, ho’ponopono pra lá! Mindset positivo, hastag gratidão, hastag plenitude! Happiness ponto com. Vinte e quatro sobre vinte e quatro. Dói-te o rim? Pelo menos tens um! Podia ser pior, não é? Fulana ficou sem o dela e não morreu, não hás-de ser tu quem vai passar mal.

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“Mais pelado que sovaco de estátua”

Vai parecer meio fora de timing, uma vez que a noticia bombou nas mídias faz mais ou menos duas semanas à data de escrita deste texto, mas afinal de contas este é um tipo de debate que não se faz em dois dias. Aqui, estou a referir-me à petição para a retirada da estátua de Diogo Gomes (1420-1500) no Plateau, coisa que, como bem podemos imaginar, gerou os mais dicotómicos burburinhos.

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Dr. Achista, Prazer!

Não vamos negar, não: se há coisa que somos campeões em fazer é andar aqui e ali a debitar uma porrada de pseudo-certezas wikipédicas que ouvimos dizer ou de Bob Marley ou de Einstein. Quem nunca? De bico calado é que nem pensar! Há que dar o parecer sobre tudo enquanto, porque opinião não é como a tal da culpa que uma vez morreu solteira… Tenho opinião, logo existo, logo posto, logo vou escarafunchá-la na sua cara, e logo-logo irei mais é te bloquear, para que não venhas tu pensar que mandas no que eu publico.

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Gostos se discutem, sim!

“Different strokes for diferente folks” , “The goose of one is the swan of other”, “Every man to his taste” são expressões idiomáticas que no bom português nos faz lembrar um “Gosto é como o cú, cada qual com o seu” ou aquela preferida dos querem se sentir os absolutos donos da razão, e minar quaisquer tentativas de contrariação às suas verdades “Gostos não se discutem”!

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