Curadora do festival de cinema Kafuka faz balanço positivo da 1.ª edição e confirma continuidade do evento em 2026

Natasha Craveiro afirma que a primeira edição contou com uma adesão “satisfatória do público”.

Em declarações ao Balai, a realizadora e curadora do Kafuka African Film Festival, Natasha Craveiro, fez um balanço “super positivo” da 1.ª edição do festival e avaliou o feedback do público como “extraordinário”. A realizadora confirmou ainda que vai haver uma 2.ª edição do festival em outubro de 2026.

Natasha Craveiro adiantou que durante o festival, que decorreu de 16 a 19 de outubro, foi possível exibir todas as obras que constavam na programação.

“Foi possível transmitir todos os filmes. Havia quatro salas a transmitir em simultâneo e todas praticamente lotadas, o que é um sinal positivo de que o festival deve continuar”, salientou.

De acordo com a organizadora, a primeira edição do festival prestou homenagem a três lideres comunitários da cidade da Praia, nomeadamente: Ricardina da Veiga, da localidade de Eugénio Lima, Admilson Mendes, de Castelão, e Dominick Donk, da zona de Casa Lata.

A primeira edição do festival contou com a exibição de 40 filmes, divididos em duas secções: uma secção competitiva que contou com a participação de 24 filmes, disputando o Kafuka de Ouro e Prata, e uma secção não competitiva.

De acordo com Natasha Craveiro, os vencedores foram vários nomeadamente: na Categoria Curta Metragem Ficção venceu o filme “ Sabura”, do realizador Falcão de Nhaga, de Portugal; na categoria Documentário, o prémio foi atribuído a “Marina”, de Ricardo Leote, de Cabo Verde.

Já na Categoria Longa Metragem Documentário o vencedor do Kafuka de Ouro foi o filme “Mother City”, dos realizadores Pearlie Joubert e Miki Redenlinghuys, da África do Sul, e o Kafuka Prata foi para o filme “The Empty Grave”, de Cece Mlai e Anes Wegner, da Tanzânia, que contou com a presença de uma das realizadoras.

Ainda foi atribuído o prémio Kafuka de Ouro ao filme “ Minimals in a Titanic World”, do realizador Philbert Sharangabo, do Ruanda, e “Omen”, do realizador Baloji, do Congo arrecadou o prémio Kafuka de Prata, na Categoria Longa Metragem Ficção.

O festival contou com uma secção não competitiva, que segundo a realizadora, teve filmes contemporâneos do continente e nacionais, e uma secção Kafukinha, destinada ao público jovem.

Natasha Craveiro elenca a questão financeira como sendo o principal desafio enfrentado pela organização na realização do festival.

“Desafios existem muitos, mas como digo sempre, nós temos que falar do desafio maior, que acaba sendo clichê dizer que foi a parte financeira porque sem a parte financeira, por vezes falha alguma coisa”.

A organização, segundo a mesma fonte, é composta por uma pequena equipa de seis elementos devido às limitações financeiras. “ (…) financeiramente estávamos limitados em contratar mais pessoas para trabalhar conosco. Tivemos uma voluntária que ajudou imenso”.

A primeira edição do festival aconteceu de 16 a 19 de outubro e foi organizada pela Korikaxoru Films, em parceria com o Kuletivu Nhanha e com as produtoras Ceiba Produções, Lentilhas Lda. e Nôs Raiz.

O festival contou com a exibição de mais de 40 filmes, com produções de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Camarões, Congo, Quénia, Mauritânia, Moçambique, Nigéria, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tanzânia e Uganda.

Keila Rodrigues/ Jornalista Estagiária 

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