Filme cabo-verdiano apoiado pelo Fundo de Cinema Mundial do Festival de Berlim

O filme cabo-verdiano “O Novo Homem”, do realizador Carlos Yuri Ceuninck, é um dos selecionados deste ano para receberem apoio do Fundo de Cinema Mundial do Festival de Cinema de Berlim, foi hoje anunciado.

 


O documentário “O Novo Homem”, com produção da Kori Kaxoru Films, de Cabo Verde, irá receber 20 mil euros do Fundo de Cinema Mundial (WCF, na sigla em inglês) África, de acordo com o festival, num comunicado hoje divulgado, a que acrescem 40 mil euros de uma linha adicional de financiamento que conta com o apoio do Grupo de África, Caraíbas e Pacífico (ACP) e da União Europeia.


O júri do fundo, que se divide entre financiamento de produção, WCF África e WCF Europa, selecionou dez filmes, entre 201 projetos de 52 países.


Os jurados do programa WCF África foram o diretor do festival de cinema pan-africano FESPACO, Alex Moussa Sawadogo, e a delegada da Berlinale para a África Subsariana, Dorothee Wenner.


Em novembro do ano passado, no Ouaga Film Lab, no Burkina Faso, o realizador Carlos Yuri Ceuninck recebeu três prémios para o projeto documental, incluindo uma residência de escrita de três meses na Alemanha.


De acordo com as informações do filme disponíveis na página do Ouaga Film Lab, “O Novo Homem” retrata Quirino, “um homem de 76 anos, que vive sozinho há mais de 30 anos numa aldeia abandonada no fim de um vale profundo, entre montanhas enormes e o mar”.


“Sentindo-se velho e cansado, Quirino enfrenta o dilema de ter de deixar o único lugar que alguma vez conheceu ou acabar os seus dias ali”, acrescenta a sinopse.


Na mesma página, a produtora Natasha Rodrigues explicou que, com o filme, “Yuri tenciona dar um olhar poético ao comportamento dos humanos com a natureza, ao seu movimento dentro desta natureza e à liberdade que lhes é dada de a deixar ou ficar com ela, apesar dos riscos”.


“Parece-me importante que esta dualidade seja contada por um filho do país. A estimativa de custos do filme é alta e vamos precisar de ser capazes de contar com diferentes fundos e coproduções. Esperamos que algumas instituições de financiamento locais nos ajudem, mais uma vez para completar este novo projeto e nos apoiem nesta grande aventura”, escreveu Natasha Rodrigues.

 

Lusa

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