Mais de 60 filmes vão ser apresentados na II edição do Kafuka African Film Festival na Praia

O festival decorre de 15 a 18 de outubro, no TechPark, com uma programação dedicada ao pensamento e à obra de Cabral, além de uma secção infantil com filmes de vários países.

A II edição do Kafuka African Film Festival arranca esta quinta-feira, dia 15, e vai até 18 de outubro, no TechPark CV, na Praia. O festival conta com a exibição de 62 filmes, conversas abertas, masterclasses, minicursos e atividades dirigidas ao público infantil.

Em conferência de imprensa, a diretora artística e curadora do festival, Natasha Craveiro, explica que esta edição segue uma linha de programação inspirada no pensamento e na obra de Amílcar Cabral, com filmes e debates em torno do seu legado.

A abertura oficial do evento está marcada para às 18h00 desta quinta-feira, dia 15, e conta com a exibição do filme “Amílcar”, que, segundo a organização, tem a sua estreia em Cabo Verde no âmbito do evento.

“Este ano a Kafuka tomou uma linha que vai de encontro com a celebração do pensamento de Amílcar Cabral. Pensamento e obra de Cabral”, afirma Natasha Craveiro.

A programação está organizada em cinco secções: curtas e longas-metragens de ficção, curtas e longas-metragens de documentário e uma secção dedicada ao cinema contemporâneo.

Segundo a diretora de programação e curadora, Emilia Wojciechowska, a seleção resulta de candidaturas recebidas e de convites feitos pela organização. Nesta edição, o festival recebeu 60 inscrições.

Já o segmento do festival dedicado ao público infantil, Kafukinha, integra filmes de animação e de imagem real provenientes de países como Angola, Moçambique, Costa do Marfim e Brasil, pelo fator linguístico e da sua grande produção de animações para crianças com a sua comunidade de afro descendentes. A iniciativa procura aproximar as crianças da história e da diversidade cultural africana, através do cinema, explica a organização.

“Kafukinha é para trazer para as nossas crianças a história do nosso continente, de lugares que são nossos, e despertar-lhes essa curiosidade”, explica Natasha Craveiro, que considera esta componente importante para a formação de futuros públicos de cinema.

A diretora de produção e relações públicas, Artemisa Ferreira, destaca que a seleção dos filmes tem em conta a qualidade técnica, a pertinência dos temas e a sua relevância para o público cabo-verdiano. A responsável sublinha ainda a importância das oficinas para compreender o papel do cinema na sociedade e aprender sobre a produção cinematográfica.

Segundo a organização, a escolha do TechPark (Parque Tecnológico) permite concentrar as diferentes sessões e atividades no mesmo espaço, facilitando a logística do evento ao longo dos quatro dias.

Além das sessões de cinema, o programa inclui conversas abertas, masterclasses e um minicurso sobre cinemas africanos, na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV). Todas as atividades têm entrada gratuita.

A programação completa do festival está disponível no site.

Melanie Fortes

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