
- PUB
Jónica Brito considerou os resultados com “satisfatórios” acrescentado que o partido dobrou o número de leitores.

A líder do Partido Trabalho e Solidariedade (PTS), Jónica Brito, afirmou à televisão nacional, TCV, que o partido saiu “reforçado destas eleições” e considerou os resultados obtidos como satisfatórios, frisando que o partido dobrou o número de eleitores nestas legislativas.
“O PTS sai reforçado destas eleições, pois dobra os números de votos e nos posicionamos num cenário em que mesmo tendo a abstenção como a vencedora, conseguimos nos estabelecer com uma margem sem conseguir chegar a todos os círculos eleitorais”.
Jónica Brito falava à Televisão de Cabo Verde, após conhecer os resultados provisórios destas eleições que apontam que o PTS conseguiu 3.246 votos, o que corresponde a 1,7% dos votos totais. A líder também agradeceu a todos que acompanharam e acreditaram no projeto do partido.
“Quero agradecer a todos que acreditaram no projeto do PTS, porque nós trabalhamos com projetos a curto e a longo prazo, para nós o resultado é bastante satisfatório porque o PTS dobrou o número de eleitores em relação há 2021 (…) demonstramos que o povo cabo-verdiano espera uma política de proximidade e uma nova forma de fazer política e que vêem isso no PTS”, afirmou.
O PTS, segundo a sua dirigente, se consagrou nos dois principais círculos eleitorais, Santiago Norte e Sul, “como uma terceira força política” e afirmou que nesse momento desenha-se um “novo cenário na política” no país.
A representante afirmou que o partido não consegue romper com o sistema bipartidário, mas mostrou-se satisfeita por não haver maioria absoluta.
“O nosso governo terá de se formar por meio de uma negociação, porque a maioria absoluta não favorece o povo cabo-verdiano e mediante este cenário estamos satisfeitos”.
“Mais de três mil cabo-verdianos apoiam a nossa causa e nós continuaremos por aqui, por Cabo Verde, com Cabo Verde no coração e por Romeu de Lurdis ”, acrescentou.
A presidente do PTS afirmou ter constatado que a abstenção saiu vencedora, justificando que o povo cabo-verdiano “não acredita no sistema bipartidário” e é este facto que tem feito as pessoas a não se deslocarem às urnas.
Jónica Brito finalizou que “as políticas públicas devem ser redirecionadas para quem mais precisa”, e ressaltou que o partido vai continuar “a denunciar, propôr e levar as verdades das comunidades”.
Conforme dados provisórios avançados no site eleicoes.cv, o PAICV lidera a contagem provisória de votos das eleições legislativas com 46,6% dos votos, que correspondem a 32 deputados, seguido pelo MpD com 43,7% e 30 deputados, a UCID até ao momento conseguiu eleger apenas dois deputados, num universo de 5,2% com um total de 97.7% das mesas apuradas. Já o PTS conseguiu até ao momento 1,7% e PP 0,3%.
Keila Rodrigues/Jornalista Estagiária