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O candidato Gilson Alves classificou, na noite de quarta feira, no Mindelo, a aceitação da sua candidatura a Presidente da República como “o fim do começo” e que o foco vai ser a luta contra a corrupção.

Gilson Alves, que escolheu a Praça Manuel Ratinho, no Madeiralzinho, para reagir à aceitação da sua candidatura pelo Tribunal Constitucional (TC), posicionou-se junto da imprensa como um candidato que irá lutar contra a corrupção e pela justiça.
“O foco vai ser este, lutar contra a corrupção, ainda se calhar esta luta pelo nosso bom nome, pela nossa honra e pela nossa dignidade ainda não terminou. O povo cabo-verdiando precisa neste momento é de justiça e vamos focar na justiça”, assegurou.
Além disso, o candidato prometeu que irá lutar, se for eleito, pela reforma da Constituição e adoptar a pena de morte, aproximar o povo das zonas de poder, lutar pela democracia, pelos jornalistas, pela liberdade de expressão e pela liberdade da imprensa.
“Eu acho que temos de ser muito duros com corruptos e eu digo-lhe assim, sem muitas cerimónias, eu acho que certas pessoas neste mundo não têm o direito de viver entre os justos E os corruptos estão no primeiro lugar desta lista”, declarou.
Alves, que tenta a Presidência da República pela segunda vez, disse ainda que traz uma outra visão para Cabo Verde e promete ser um candidato “mais maduro do que da primeira vez”.
“O Gilson de agora é muito mais maduro, o Gilson de agora já aprendeu na sua carne e do seu suor e das suas lágrimas qual é o estado do nosso país e isto tem muito valor para um político”, considerou.
O candidato aproveitou para agradecer aos que confiaram nele para a apresentação da candidatura e prometeu não fraudar a confiança e que a sua candidatura ficou feliz pela sua admissão junto do Tribunal Constitucional.
O candidato a Presidente da República afirmou ainda que entrou com uma queixa no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) contra o procurador-geral da República por suposta falsificação de documentos e abuso de poder.
O caso terá acontecido após um mandado emitido pelo Ministério Público que acusou Gilson Alves de crimes de arma e formação de quadrilha, o que levou a sua prisão no início de Março.
Na sequência, a Procuradoria-geral da República emitiu um comunicado em que anunciava as medidas de coação de interdição de saída do país, proibição de contacto e proibição de proferir discursos com teor idêntico ao divulgado.
Por considerar as informações como falsas, Gilson Alves acusa o procurador de “prevaricação, falsificação de documentos e abuso de poder”.
Para além de Gilson Alves, a lista de candidatos ao cargo de Presidente da República integra ainda mais cinco nomes, nomeadamente, Antero Tavares, Casimiro de Pina, José Maria Neves, Joana Rosa e Loisito Tavares.
O escrutínio realiza-se no dia 15 de Novembro.
Inforpress