Casal presidencial já faz parte das mais de 425 mil pessoas recenseadas até ao momento

O Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH) decorre a um “bom ritmo” e o hoje o casal presidencial fez parte das mais de 425 mil pessoas já recenseadas, apelando aos cabo-verdianos a receberem os recenseadores em suas casas.

Os dados foram hoje avançados pelo presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Osvaldo Borges, que presenciou o recenseamento do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que, na companhia da sua mulher Lígia Fonseca, recebeu a equipa de recenseadores do INE.


Na ocasião, aproveitando a presença da comunicação social, o chefe de Estado apelou a todos os cidadãos residentes no País a receberem os recenseadores em suas casas e responder os questionários, porque, disse, se trata de um trabalho “fundamental” para Cabo Verde e para se saber quantas pessoas vivem no País.

“Isto [de recenseamento] é fundamental para que o Governo, as câmaras municipais, as autoridades e toda a gente e sociedade saibam quantos somos”, admitiu o Presidente da República, acrescentando que é necessário que saiba “como vivemos e estamos”, em ordem a se fazer políticas de habitação, de apoio social, de emprego e fiscal.


Para o Presidente, para se adoptar qualquer política, é preciso conhecer os números, pois, sublinhou, caso contrário, “são políticas no escuro”, ou seja, não se consegue saber das necessidades, por exemplo, no sector da habitação social.


“Sempre que os inquiridores do Instituto Nacional de Estatística apareçam em vossa casa, com os seus equipamentos e identificação, não tenham receio de nada porque é um trabalho normal”, exortou Jorge Carlos Fonseca, que esclareceu que o inquérito em curso “nada tem a ver com eleições, política, nem com apoios”.


Conforme apurou a Inforpress, até ao momento, Santiago e Fogo são as ilhas onde se tem registado maior resistência por parte de pessoas em se recensearem e, no caso de Santiago, uma fonte do INE mostrou-se “surpreendida”, pelo facto de essas recusas se verificarem, sobretudos nos bairros de Palmarejo e Cidadela, onde se suponha que os seus residentes são “mais esclarecidos”.


Confrontado com esta situação, o chefe de Estado disse que as pessoas “não podem ter medo de serem identificadas”.


“O que não pode haver é a divulgação de dados pessoais. Presumo que o conteúdo do inquérito que vai ser feito já passou pelo crivo da Comissão Nacional de Protecção de Dados [CNPD]”, comentou, tendo o presidente do INE confirmado que o conteúdo do inquérito foi submetido a esta entidade.


Na perspectiva de Jorge Carlos Fonseca, o facto de os questionários terem merecido a anuência da CNPD significa que “tudo isto é confidencial e que não há nenhuma pergunta que não deva ser feita”.


De acordo com o ministro das Finanças, este recenseamento está orçado em sete milhões de euros, sendo que 50% é financiado pelo Estado de Cabo Verde e a outra metade conta com o apoio da comunidade internacional nomeadamente Luxemburgo, União Europeia, Cooperação Espanhola, Nações Unidas e outros parceiros.


Ao todo, estão no terreno 1.625 recenseadores, tem do o INE recrutado um total de 16 coordenadores municipais para este censo.


“O RGPH – 2021 será a maior operação estatística, no âmbito do Sistema Estatístico Nacional, realizada junto de toda a população residente em Cabo Verde e constitui um dos instrumentos mais importantes para a organização do Estado e é determinante para a tomada de decisão e para o reforço da cidadania”, reforça o INE.


O RGPH ou censo é realizado em Cabo Verde de dez em dez anos pelo INE e tem por objectivo melhorar o conhecimento das características da população e da habitação e, assim, contribuir para a consolidação das intervenções ao nível do sector público, privado e social do processo de desenvolvimento do país.


No último censo em Cabo Verde, realizado em 2010, a população residente no arquipélago então contabilizada foi de 491.875 pessoas, além de 114.469 edifícios e 141.761 alojamentos.

Inforpress

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