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O autarca de São Filipe defendeu este sábado que a agricultura, a pecuária e a pesca deixem de ser encaradas como actividades de subsistência e passem a assumir um papel estratégico no desenvolvimento económico da ilha do Fogo.

A posição foi assumida por Nuías Silva durante o fórum de desenvolvimento da agropecuária na Região Serrana, onde sustentou que o sector primário tem potencial para contribuir para a segurança alimentar, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o aumento do rendimento das famílias e o desenvolvimento das comunidades.
“Não podemos continuar a ver a agricultura, a pecuária e a pesca com os olhos de uma economia de subsistência. Temos de olhar para estes sectores como sectores pujantes da nossa economia”, afirmou.
Segundo o autarca, a ilha do Fogo reúne vantagens comparativas nestes sectores, devido às suas características naturais e ao seu potencial agrícola e pecuário.
Nuías Silva enalteceu ainda o papel das organizações comunitárias, em particular da Associação Ká Djidja, na promoção do debate sobre o futuro do sector primário, destacando a Festa do Queijo de Monte Grande como um espaço de reflexão sobre os desafios e oportunidades da agricultura e da pecuária.
O presidente da câmara defendeu igualmente a aposta em actividades complementares, como o agroturismo, o enoturismo e o etnoturismo, tirando partido do estatuto da ilha do Fogo como Reserva Mundial da Biosfera.
“Associado ao sector primário e à nossa biodiversidade, enquanto Reserva da Biosfera, podemos transformar estas características em vantagens competitivas para o nosso território”, disse.
No âmbito desta estratégia, anunciou que a autarquia está a mobilizar recursos para disponibilizar uma máquina destinada ao desencravamento das zonas altas da ilha, consideradas de elevado potencial agrícola, pecuário e turístico.
Revelou igualmente que está em preparação o projecto do Parque Industrial de Monte Barro, concebido como um parque agroalimentar, cuja proposta deverá ser apresentada ao Governo e às comunidades nos próximos meses.
“Será um verdadeiro parque agroalimentar, que poderá criar novas oportunidades para a transformação e valorização da produção local”, afirmou.
Entre os principais desafios, Nuías Silva apontou a necessidade de reforçar a mobilização de água para a agricultura e a pecuária, defendendo uma articulação com o Governo para melhorar a disponibilidade e o abastecimento aos produtores.
O autarca reiterou que a ambição passa por transformar o Fogo numa ilha produtora e abastecedora dos mercados nacionais.
O fórum permitiu ainda aos líderes comunitários partilhar experiências e apresentar propostas para potenciar as capacidades da Região Serrana nos domínios da agricultura, pecuária, turismo e outras actividades económicas.
Inforpress




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