Geração B-Bright capacita 100 jovens para observação eleitoral e visa criar rede nacional de observadores em Cabo Verde

O projeto Bright Democracy prevê formar jovens de todas as ilhas para acompanhar as eleições presidenciais de 15 de novembro com o objetivo de contribuir para a transparência eleitoral e criar uma rede nacional de observadores.

A associação Geração B-Bright, com o apoio da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), está a promover um projeto de formação de jovens intitulado Bright Democracy. O mesmo prevê a capacitação de 100 cabo-verdianos para a observação eleitoral e as inscrições estão abertas até 25 de outubro, segundo o presidente da organização, Rafael Tavares.

Em declarações ao Balai, Rafael Tavares explica que a formação vai ter a duração de três dias e será realizada na cidade da Praia, para os jovens das ilhas de Sotavento, e em São Vicente, para os de Barlavento.

A iniciativa prevê 10 vagas por ilha, com Santiago dividido em duas regiões de representação, Santiago Norte e Santiago Sul, cada uma com dez vagas, além de critérios de equilíbrio de género.

Segundo o responsável, os participantes vão receber formação sobre o processo eleitoral, incluindo conhecimentos sobre a Comissão Nacional de Eleições (CNE) e os procedimentos de observação utilizados pela CEDEAO. A CNE também participa nas formações, enquanto as despesas de viagem, alojamento, alimentação e transporte dos jovens são asseguradas pela organização.

A observação está prevista para o dia 15 de novembro, durante as eleições presidenciais. No entanto, como a legislação cabo-verdiana ainda não prevê expressamente a observação eleitoral por organizações da sociedade civil no interior das assembleias de voto, os jovens vão acompanhar o ambiente externo, observando aspectos como a acessibilidade dos locais, a tranquilidade, a participação dos jovens e eventuais tentativas de compra de votos.

“O objetivo é engajar mais jovens para participar nos processos eleitorais”, afirma Rafael Tavares, que considera a iniciativa uma oportunidade para alargar a participação juvenil na fiscalização dos processos democráticos.

O presidente da Geração B-Bright explica que a ideia surgiu da sua experiência como observador eleitoral da CEDEAO, nomeadamente na Costa do Marfim e no Benim, onde contactou com modelos de observação que envolvem organizações da sociedade civil.

A organização pretende agora criar uma rede nacional de jovens observadores eleitorais, integrada na rede da África Ocidental, WAYON, permitindo que os participantes possam vir a ser considerados para futuras missões de observação, tanto em Cabo Verde como noutros países.

Rafael Tavares adianta ainda que a Geração B-Bright está em contacto com as bancadas parlamentares para promover uma proposta legislativa que permita, em futuras eleições, alargar a observação nacional ao interior das assembleias de voto.

Melanie Fortes

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