Hospital Agostinho Neto na Praia assegura que lista de espera da TAC é de 15 dias

O presidente do conselho da administração do Hospital Universitário Agostinho Neto assegurou hoje que a lista de espera para realização da Tomografia Axial Computorizada (TAC) é de 15 dias, situação que considera normal.

Questionado se utentes têm reclamado de que lista de espera para determinadas especialidades está longa, Imadoêno Cabral disse que “infelizmente há pessoas que estão a desinformar”.


O presidente do conselho da administração do Hospital Universitário Agostinho Neto deu essa garantia à margem da cerimónia oficial de tomada de posse dos membros de dez comissões técnicas especializadas do Hospital Universitário Agostinho Neto.


Em relação ao TAC, revelou que neste momento já foram feitos mais de 200 exames, o que permitiu ao hospital dar resposta à demanda e amortizou 50 por cento (%) do custo do aparelho.


Segundo Imadoêno Cabral, neste momento a lista de espera para a realização da TAC é de 15 dias, apontando que “não há nenhum outro hospital a nível mundial que tem esse indicador”.


“A lista de espera é de 15 dias situação normal porque há exames mais complexos que as pessoas têm que ter uma preparação prévia”, apontou o responsável, que disse que o custo é de 4 mil escudos e que estão a fazer esforços para responder às necessidades de saúde.


Revelou que com a implementação do plano de reforço de melhoria de capacidade, em Fevereiro o hospital registou um incremento de mais de 30% a nível de produção, sendo que em 2020 houve a necessidade de priorizar as actividades urgentes e emergentes tendo em conta a pandemia da covid-19.


Explicou que a nível da central de consultas, antes havia uma demanda de 200 pessoas por dia e que hoje são atendidas “mais de 500 pessoas/dia”.


A nível cirúrgico houve também “ganho significativos”, continuou a mesma fonte, tanto nas novas especialidades, sobretudo no cancro de mama, ortopedia e cirurgia normal.


“Esperemos que até Agosto teremos resolvidos todas as pendências existentes em áreas que o hospital tem recursos disponíveis, sendo que infelizmente há especialidades com listas de esperas longa a nível mundial”, acrescentou.


Imadoêno Cabral disse ainda que a lista de espera mais longa para consulta ocorre em neurocirurgia e cardiologia, tendo em conta o número de especialistas e a complexidade dos casos, mas também pela necessidade específica para dar resposta aos casos de transferência para o exterior.


Garantiu que o hospital “trabalha afincadamente” para resolver e corrigir lá onde for necessário, mas sobretudo para responder às necessidades das populações.

 

Inforpress

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