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O ministro da Justiça, Clóvis Silva, defendeu hoje a intensificação das formações profissionais nos estabelecimentos prisionais, considerando o trabalho uma ferramenta essencial para a recuperação e reintegração social das pessoas privadas de liberdade.

Clóvis Isildo Silva fez estas declarações na Cadeia Central da Praia, durante a cerimónia de encerramento e entrega de certificados de formações profissionais em diversas áreas, onde salientou que o principal objectivo dos serviços prisionais e de reinserção social é “recuperar as pessoas”.
Segundo o governante, as pessoas que cumprem penas nos estabelecimentos prisionais têm de ser preparadas para o momento em que regressam à sociedade, tendo em conta que, durante o período de reclusão, podem ser identificados problemas pessoais, familiares ou comunitários que contribuíram para a prática de crimes.
“Os dados que nós temos mostram-nos que quando o cidadão tem um emprego, ele tem uma ocupação, ele tem oportunidade, ele tem muito menos oportunidade ou condições de vir preso”, afirmou.
Para o ministro, uma pessoa “bem integrada” é normalmente alguém que dispõe de um emprego seguro, capaz de garantir condições para sustentar a si próprio e à sua família e “pensar num amanhã melhor”.
Neste sentido, considerou que a formação profissional nos estabelecimentos prisionais permite criar condições para que os reclusos possam adquirir competências, procurar emprego e “sonhar com um futuro melhor, um futuro diferente”.
Clóvis Silva defendeu, entretanto, que o processo não deve terminar com a entrega dos certificados, sendo necessário criar mecanismos que facilitem a integração efectiva dos formandos no mercado de trabalho.
“Nós precisamos intensificar estas actividades de formação, mas também servir de amparo para eles”, afirmou.
O ministro reconheceu, contudo, que existe alguma “desconfiança” por parte da sociedade e das empresas em relação a pessoas que cumpriram penas por crimes, mas defendeu a necessidade de trabalhar directamente com o sector empresarial para demonstrar que estes cidadãos passaram por um processo de mudança e estão agora formados e capacitados.
Como próximo passo, apontou a necessidade de envolver as empresas no próprio processo formativo, nomeadamente através da realização de estágios que permitam aos formandos demonstrar as suas capacidades profissionais.
Para Clóvis Silva, o objectivo é melhorar o processo formativo, incluindo uma componente de integração efectiva no mercado de trabalho, de modo que as pessoas possam sair do sistema prisional já com uma perspectiva concreta de emprego.
Inforpress

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