Modelo de gestão aeronáutica e marítima cabo-verdiana apontado com exemplo na sub-região africana

O Instituto de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos e Marítimos (IPIAAM) foi apontado como exemplo a ser seguido por outros países da sub-região africana durante a reunião da Comissão de BAGAIA, realizado de 12 a 14 de Julho.

A informação foi avançada pelo serviço de comunicação do IPIAAM, que informou que o instituto esteve presente no encontro pelo presidente do Conselho Directivo, Mário Margarito Gomes e do Vogal Executivo para o sector aeronáutico, Jorge Rodrigues.

 

“A criação do IPIAAM e o modelo multimodal adoptado em Cabo Verde, que fundiu dois sectores, aeronáutico e marítimo, privilegiando uma visão integrada na área da investigação de incidentes e acidentes nestes modos de transporte, foi referenciado como um exemplo a seguir por outros países membros da BAGAIA”, lê-se na nota.

 

A sexta Reunião da Comissão da BAGAIA (Banjul Accord Group Accident Investigation Agency, sigla em inglês) aconteceu de 12 a 14, na Gâmbia, sob o lema “Fortalecimento da BAGAIA por intermédio da colaboração regional efectiva”.

 

Os países signatários presentes no encontro, conforme o IPIAAM, chegaram a “importantes resoluções”, entre as quais se destaca, o compromisso da agência regional de ajudar os estados-membros da sub-região a cumprirem com as normas da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), em matéria de investigação de acidentes, o Anexo 13.

 

Igualmente, foram abordadas, a adopção do pacote de Regulamentos de Segurança de 2021, o recrutamento de técnicos para a BAGAIA e foram apresentadas soluções e partilhada a experiência dos diferentes Estados, a respeito dos muitos desafios e objetivos a serem alcançados.

 

O IPIAAM foi criado em Dezembro de 2018 e os membros foram empossados em Maio do ano seguinte.

 

Resulta da fusão de duas entidades responsáveis pela investigação e prevenção de acidentes. Uma era a Comissão de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (CPIAA), criada em 2009, mas que foi apenas implementada em 2018, e a outra, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Marítimos (GPIAM), criado já após o naufrágio do Vicente, e nunca implementado.

 

Inforpress

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