- Lusa, Notícias, Sociedade
- Outubro 17, 2022
- 4:21 pm
- Lusa
Nadadores-salvadores queixam-se de falta de condições de trabalho

“Sempre que acontecem problemas apontam o dedo aos salva-vidas, mas nós não temos condições”, afirmou o porta-voz do grupo, Juvenal Correia Barros, após a audiência com o chefe de Estado, José Maria Neves, no Palácio Presidencial, na Praia.
O porta-voz aponta que não têm seguros ou descontos para a segurança social, mas também material de serviço: “Sem condições de trabalho”, enfatizou Juvenal Barros, nadador-salvador em várias praias da capital cabo-verdiana há 18 anos.
Além da falta de condições de trabalho, alertaram para a necessidade de sensibilização dos banhistas, que por vezes não respeitam as indicações dos nadadores-salvadores sobre o estado do mar ou que vão a banhos alcoolizados.
“Este encontro foi bom, foi um bom sinal para nós. Em vários anos de serviço, nunca ninguém nos chamou para falar connosco ou dar um apoio”, disse ainda.
Cinco pessoas morreram afogadas em três incidentes em praias de mar na Praia e na ilha do Sal em 07 de agosto passado, o que levou então o chefe de Estado a mostrar-se publicamente “consternado”.
“Tem havido muitas mortes no mar. Para além do trabalho preventivo que cabe às autoridades nacionais, é preciso que cada um tome as medidas de segurança quando o mar está encrespado e siga as orientações e normas das autoridades competentes”, afirmou o chefe de Estado, em 09 de agosto.
“Não podemos continuar assim a perder tantas vidas no mar”, acrescentou José Maria Neves, dizendo-se “consternado com a morte de cinco cidadãos”, vítimas de afogamento.
Na mesma altura, o Instituto Marítimo-Portuário (IMP) de Cabo Verde pediu uma “reflexão mais profunda” sobre o comportamento dos banhistas, depois de registadas as cinco mortes por afogamento num único dia.
“Impõe-se uma reflexão mais profunda sobre o nosso comportamento relativamente ao mar, pelo que reforçamos o nosso apelo aos utilizadores das praias nacionais no sentido de uma maior prudência, devendo respeitar as recomendações de segurança das autoridades, respeitar as indicações dos nadadores-salvadores e as instruções da Polícia Marítima, bem como as orientações das placas sinaléticas nas praias”, sublinhou o IMP, em comunicado.
Apelou ainda que, “por razões de segurança, deve-se evitar o uso de praias não vigiadas ou caracterizadas como não balneares e/ou perigosas”.
Lusa
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