Paulo Lobo Linhares: “O AME é absolutamente essencial para a nossa música”

O diretor artístico da label InSulada destaca a presença dos Bulimundo no certame, banda que este ano comemora 45 anos, bem como do pianista Carlos Matos.

Para o produtor Paulo Lobo Linhares as expectativas para a 9.ª edição da feira Atlantic Music Expo, AME, são elevadas. O diretor artístico da label cabo-verdiana InSulada defende que este evento que arranca hoje e vai até 13 de abril, é “absolutamente essencial para a música” nacional.

É nesta linha que, em entrevista ao Balai, o produtor enaltece “os agentes e a toda a equipa que conseguiu não deixar parar o AME”, um evento que é “absolutamente essencial para a música nacional, principalmente para a projeção da música cabo-verdiana lá fora”.

Por isso, diz que as expetativas para este ano, não só para a Insulada, como para as outras produtoras são elevadas. “Esta edição do AME está muito bem-organizada com uma seleção de artistas nacionais muito interessante, com certezas e futuras certezas, com pessoas que que já deveriam estar expostas e no meu caso com o Carlos Matos e com os Bulimundo.”.

Por coincidência em abril a mítica banda Bulimundo celebra 45 anos e para Paulo Lobo Linhares, “não poderia haver algo mais acertado do que fazer 45 anos no palco do AME”. A mesma fonte adianta ainda que no âmbito da celebração destes 45 anos, a banda vai deslocar-se em junho para a Europa e promete muitas surpresas aos fãs.

Em relação ao Carlos Matos, Paulo Lobo Linhares destaca que “vai haver também muitas surpresas” e destaca que o pianista “trouxe inovações no disco, um formato pouco usual na música cabo-verdiana”, nomeadamente “interpretações de funaná a piano solo” que acredita, que seja a primeira vez.

Salientando que as expetativas também são muitas devido à presença de “uma vasta equipa de produtores, do mais alto nível, ligados a outros festivais mundiais”. “Só tenho a esperar algum sucesso para as bandas com as quais trabalho, mas também para as outras”.

Para Paulo Linhares, o AME é uma espécie de montra não só para os artistas nacionais como para os internacionais que igualmente marcam presença no certame e alguns já foram contratados em Cabo Verde para atuar fora. “É essencial eles (os profissionais da música) estarem cá porque vendo-nos in loco e em ambiente de feira musical, propício para estarmos com as atenções todas ligadas para quem está no palco, é um facilitador enorme para a atuação dos nossos grupos em festivais no exterior”, salienta e acrescenta que “a música cabo-verdiana é muito procurada, agora já nem é só a morna, é a coladeira, o funaná que domina palcos mundiais. E a própria música do mundo (…).

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