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O cidadão João Carlos de Carvalho suspendeu este sábado a greve de “fome extrema” na praça Alexandre de Albuquerque, no centro da capital, depois de “oito dias de jejum” que teve como protesto “abuso extremo da Polícia Nacional”

Proprietário e instrutor da Escola de Condução Projeto SVerde Tchom Bom, no Tarrafal (Santiago), Caló, como também é conhecido, disse à Inforpress que decidiu pôr termo a greve, iniciada nas proximidades da Esquadra da Polícia Nacional na Fazenda e terminada no coração da capital, porque sentiu-se que “o corpo já estava debilitado e que já não aguentava mais, pelo que já corria risco de vida”.
Ainda assim, este cidadão de 47 anos declarou que continua ainda no local até a devolução da sua viatura apreendida pela Polícia Nacional, alegando ter sido informado pelo seu advogado que o Tribunal da Praia ordenou a entrega do seu veículo “ilegalmente confiscado”.
João Carlos de Carvalho explicara que a greve extrema de fome seria “uma medida extrema” idealizada há mais de seis meses pelo mesmo, face ao acumular de situações que classifica como sendo de injustiças, mas que teve o seu “gatilho” por causa do “extremo abuso da Polícia Nacional e que vem arrastando desde 2014”.
À Inforpress realçou que depois de oito dias de renúncia, começou, finalmente, a ingerir os primeiros alimentos, mas que foi aconselhado a fazer refeições leves, pelo que, afirmou, optou-se por uma fruta, a papaia, para evitar o choque do organismo.
Levantada a greve, esclareceu que vai continuar os protestos, doravante com escrituras que ele argumenta as razões da sua “medida extrema” na viatura da sua escola de condução.
Inforpress







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