
- PUB
A diretora nacional de Saúde, Ângela Gomes, anunciou hoje, na Cidade da Praia, que Cabo Verde vai ser galardoado com a certificação da eliminação do paludismo no final do mês de outubro.
“No dia 23 de outubro vamos receber a missão que vai galardoar Cabo Verde com a certificação da eliminação do paludismo”, afirmou Ângela Gomes, em declarações à imprensa, na abertura de uma ação da formação destinada a 30 formadores em vigilância entomológica e controlo vetorial de todas as estruturas de saúde do País, que decorre de 25 Setembro a 07 de Outubro, nas instalações da Uni-CV.
Segundo Ângela Gomes, esta ação de capacitação tem como objetivo capacitar gestores do PNLP e agentes de controle vetorial em vigilância entomológica para eliminação da malária em Cabo Verde.
Nesta formação, esses técnicos vão adquirir o conhecimento necessário para compreender melhor a entomologia da malária, bem como a capacidade de reunir as ferramentas necessárias para recolher e gerir dados entomológicos para a tomada de decisões baseadas em evidências, de acordo com esta responsável.
Conforme lembrou, o mesmo está inserido no plano das atividades a serem concretizadas no âmbito do processo de certificação do paludismo que está num processo “bastante avançado”.
“Já recebemos várias missões Internacionais, sobretudo da OMS, para o seguimento de todos os processos de certificação e a resposta que temos vindo a dar, sobre esta luta anti-vetorial, é na melhoria das condições do saneamento e na literacia em saúde dos cabo-verdianos porque é um processo em que todos os cidadãos, os profissionais de saúde, as instituições, a multi-setorialidade tem trabalhado para isso”, explicou.
E para garantir esta certificação, avançou ainda que estão no momento de alinhar todas as estratégias e gestão de casos de paludismo importado na luta anti-vectorial, sublinhando que isso é uma política “muito abrangente” que não se deve focar só na nesta luta, mas também na capacitação em geral.
“Já capacitamos técnicos médicos e enfermeiros a nível nacional e vamos continuar a fazer para que todos ficassem em alerta, na eliminação dos focos, a melhoria nos resíduos hospitalares, das águas residuais, considerando que são melhorias que são necessárias para a vida diária, não é só com o processo de certificação”, enfatizou.
A diretora nacional da Saúde avançou que, anualmente, Cabo Verde alcança quase 50 casos de paludismo importados dos países da Costa Africana.
Neste caso, frisou que o importante é estar sempre em alerta, sobretudo com o engajamento de toda a comunidade emigrada neste processo e que a comunicação também tem de ser “transversal” e “agarrada por todos” nesta luta porque existe a possibilidade de “reintrodução de novos casos”, nesta época pluviosa.
Esta é uma ação de capacitação ministrada por um consultor da OMS e técnicos nacionais e se enquadra no âmbito do processo de certificação de Cabo Verde como País livre do paludismo.
Inforpress







Site agregador de notícias e conteúdos próprios e de parceiros, com enfoque em Cabo Verde e na Diáspora, que quer contribuir para uma maior proximidade entre os cabo-verdianos.
+238 357 69 35
geral@balai.cv / comercial@balai.cv / editorial@balai.cv



