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- Junho 2, 2021
- 4:27 pm
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UNTC-CS desconsidera existência da plataforma sindical e insta coordenador a impugnar “alegadas ilegalidades” nos tribunais

A secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde-Central Sindical (UNTC-CS), Joaquina Almeida, fez estas afirmações em conferência de imprensa na Cidade da Praia, reagindo às declarações do novo coordenador da Plataforma Sindical – Unir para resgatar a UNTC-CS, Eliseu Furtado, sobre a gestão, o funcionamento e as “ilegalidades” cometidas pela sindicalista nos quase cinco anos à frente da organização.
A UNTC-CS, segundo a sindicalista, desconsidera a existência da referida plataforma, porque o estatuto não permite a criação de organizações desta natureza, afirmando que quem faz parte da plataforma, “é um grupo de pessoas que perderam as eleições no congresso e que há cerca de cinco anos não dão sossego à liderança eleita”.
Esse grupo de sindicatos, de acordo com Joaquina Almeida, tem vindo a priorizar os seus interesses pessoais em detrimento dos interesses dos trabalhadores, afirmando ser falsa que a plataforma é constituída por 12 sindicatos, quando tem no seu seio 22 sindicatos.
Quanto à solicitação de Eliseu Tavares de que já solicitou uma reunião de carácter urgente do Conselho Nacional da UNTC-CS, justificando que em cinco anos a secretária-geral não promoveu o encontro, Joaquina Almeida confirma a recepçao do pedido, mas nega a veracidade das declarações do coordenador.
“Estão mal-acostumados, porque durante 40 anos fizeram o que bem entenderem, estiveram a ditar ordens, mas as ordens e normas estão nos estatutos (…). Este grupo quer, à força, o lugar da secretária-geral, mas nem à força irão conseguir, porque tem que passar pelo congresso, concorrer e serem eleitos”, declarou, referindo que em cinco anos, a UNTCS já realizou duas reuniões do Conselho Nacional.
Joaquina Almeida reforçou a sua intervenção, exortando o coordenador da Plataforma Sindical a impugnar junto dos tribunais as decisões, que a seu ver, são “unilaterais e ilegais”, para se provar efectivamente quem está com razão.
“Se o senhor Eliseu auto-proclama que está em condições de pagar as passagens e estadias dos dirigentes para virem ao Conselho Nacional, eu pergunto porque é que não cumprem com os estatutos pagando os 10% a UNTC-CS. O coordenador tem que cumprir os estatutos para depois exigir os seus direitos”, frisou, negando o aumento de dobro para triplo o valor das quotas pela secretaria-geral.
Acusou o grupo de sindicatos da referida plataforma de não utilizar meios próprios que permitam a resolução dos problemas internos da central sindical e de estarem a gerir mal a gestão da UNTC-CS, reafirmando que a mesma tem “cumprido religiosamente” os estatutos e agido em conformidade com a lei.
A secretária-geral recomendou, ainda, o Eliseu Tavares e o seu grupo a não fazer o uso indevido do logotipo da UNTC-CS sem a autorização prévia do proprietário, lembrando que esta prática se configura em crime punível pela lei.
Quanto a necessidade de se estabelecer o diálogo e a união no seio da UNTC-CS, Joaquina Almeida lembrou que o lema da sua candidatura em 2016 ao cargo da secretária-geral foi a promoção da união, mas que não conseguiu alcançar esse objectivo, por causa do ex-secretário-geral, Júlio Ascensão Silva.
“Quando em 2016 eu venci, apostei na união, mas infelizmente não consegui porque o ex-secretário-geral foi a fonte desse todo celeuma, até parece que há um outro secretário-geral na organização a fazer oposição interna. Ele não ficou satisfeito com algumas decisões tomadas nos órgãos e tem fomentado esta desunião na UNTC-CS, tornando tudo mais difícil”, declarou.
Joaquina Almeida mostrou-se, por outro lado, aberta ao diálogo para resolver os problemas que afectam a central sindical, afiançando que a mesma está a fazer de tudo para ainda, este ano, realizar o VIII Congresso e o Conselho Nacional da UNTC-CS.
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