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Alguns utentes da ilha Brava denunciaram ontem, dia 18, que os trabalhadores dos Registos, Notariado e Identificação (RNI), actualmente em greve, não estariam a cumprir os serviços mínimos previstos durante o período de paralisação.

Os utentes, que procuraram a comunicação social para fazer esta denúncia, relataram que a porta da instituição aparece frequentemente fechada, o que, alegam, impede o acesso aos serviços urgentes.
Em declarações à Inforpress, o porta-voz do grupo, João José Delgado, citou a Constituição da República, sustentando que a greve é um direito “fundamental” de qualquer trabalhador para reivindicar os seus direitos, mas que para o exercerem estão sujeitos a regras.
Neste sentido, questionou quem irá prestar o serviço mínimo quando os utentes se dirigirem à instituição, tendo em conta que os portões da mesma estão fechados e ninguém se encontra no local.
“Concordo sim que estão nos seus direitos de reivindicarem melhores condições de trabalho, mas nós como utentes, a instituição tem o direito de nos prestar o serviço, uma vez que várias pessoas estão a dirigir-se para o local e têm encontrado a porta fechada com alguns avisos nas portas”, disse.
Quando for assim, sublinhou, o acto torna-se um crime perante a justiça que estes trabalhadores estão a reivindicar.
Contacto pela Inforpress, a responsável do RNI na ilha, Catiza de Pina refuta as acusações e esclareceu que, embora a porta esteja fechada ao público devido ao contexto de greve, os funcionários estão a prestar todos os serviços mínimos obrigatórios, garantindo o atendimento dos casos considerados essenciais.
“Nos portões estão fixados avisos que a instituição se encontra em greve, nos dias 17, 18 e 19 e também quais são os serviços que estão a ser prestados no momento, assim como o contacto dos funcionários, caso necessário”, concluiu.
A greve dos trabalhadores dos RNI decorre até quarta-feira e deverá afectar o funcionamento dos serviços de registos em todas as ilhas do país, que operarão durante estes dias apenas com serviços mínimos.
Inforpress







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