Livro de tributo ao legado artístico de Nhelas Spencer lançado esta sexta-feira na Praia

Intitulada “Nhelas Spencer - Trajetória & Dimensão Poética do Compositor”, a obra é da autoria de Eutrópio Lima da Cruz e César Monteiro.

Prestar um tributo ao legado artístico do compositor e instrumentista cabo-verdiano Nhelas Spencer é o que os autores Eutrópio Lima da Cruz e César Monteiro pretendem com o livro “Nhelas Spencer -Trajetória & Dimensão Poética do Compositor”. A obra vai ser lançada na sexta-feira, 24, na cidade da Praia.

Segundo uma nota de imprensa enviada ao Balai, o livro evidencia o percurso artístico e a dimensão criativa de Nhelas Spencer e vai ser apresentado por Manuel Faustino, esta sexta-feira, 24, no Hotel Praia-Mar, pelas 17h00.

De acordo com a nota, a publicação da obra resulta de uma investigação com base em recolha de campo, análise documental, partituras e textos que evidenciam o percurso artístico e a dimensão criativa do compositor que é “considerado uma das figuras mais marcantes da música cabo-verdiana”.

“O autor César Monteiro apresenta uma abordagem biográfica e sociológica que faz um enquadramento do compositor nos contextos socioculturais que favorecem a sua afirmação no meio musical, enquanto que Eutrópio Lima da Cruz desenvolveu uma leitura transversal da obra, incluindo a transcrição em pauta musical de uma relevante antologia de composições”.

Segundo a mesma fonte, a obra surge num contexto em que a preservação da memória cultural assume relevância e constitui como um contributo para salvaguardar e valorizar o património musical cabo-verdiano, afirmando-se como um importante referencial documental.

Daniel Spencer Brito, conhecido no mundo artístico por Nhelas Spencer, é atualmente presidente da Sociedade Cabo Verdiana da Música (SCM). O artista é conhecido por ser um criador versátil e guitarrista de “excelência” e “distingue-se pela profundidade das suas temáticas e composições com forte ligação à identidade cabo-verdiana”.

O músico é autor de temas clássicos como “Torrão di Meu”, “Nha Terra Scalabróde”, que “ilustram a dimensão telúrica e o valor poético das suas obras”, segundo descreve a mesma fonte.

Keila Rodrigues/Jornalista Estagiária 

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