Cruzeiro MV Hondius: Após evacuação de pacientes com suspeita hantavírus, návio “tem condições para seguir viagem”

A informação foi avançada em conferência de imprensa, pelas autoridades de saúde que emitiram uma nota a indicar que “do ponto de vista sanitário, a embarcação reúne condições para prosseguir viagem”.

Após a evacuação de três pacientes com suspeita hantavírus na manhã desta quarta-feira, dia 6, em dois aviões ambulância, o návio Cruzeiro MV Hondius “tem condições para seguir viagem”, informaram hoje as autoridades de saúde em conferência de imprensa, após a evacuação a partir do Aeroporto da Praia.

Conforme a Diretora Nacional da Saude, Ângela Gomes, citada em comunicado, os três pacientes que se encontram estáveis rumaram para os Países Baixos, sendo que o paciente britânico deve posteriormente seguir para o seu país de origem.

Quanto ao navio, informou que já foi emitida uma nota indicando que, concluída esta fase, do ponto de vista sanitário, a embarcação reúne condições para prosseguir viagem.

Segundo o MS, a operação foi coordenada pelas autoridades sanitárias, marítimas e aeroportuárias de Cabo Verde, em articulação com as Forças Armadas, a Polícia Nacional e os Bombeiros, contando ainda com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das embaixadas do Reino Unido e dos Países Baixos.

Apesar de Cabo Verde ter optado pela não atracação do Cruzeiro MV Hondius após suspeita de casos de hantavírus, que ficou fundeado ao largo do Porto da Praia, Ângela Gomes informou que Cabo Verde assegurou toda a assistência ao navio desde o primeiro momento, no domingo, quando foi recebida a notificação.

“Foram criadas equipas e definido um plano de ação para garantir uma resposta com máxima responsabilidade, assegurando cuidados aos pacientes a bordo sem colocar o território nacional em risco”.

A responsável afirmou ainda que o “ministério da Saúde, enquanto autoridade sanitária, cumpriu a sua missão no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional e, como nação cabo-verdiana, também deu resposta a uma situação emergencial que exigia elevado rigor em matéria de segurança, garantindo a proteção da população”.

Médico da OMS especialista em epidemiologia vai seguir viagem com o navio

O escritório conjunto das Nações Unidas Cabo Verde já enalteceu a resposta de Cabo Verde a “uma situação de emergência de saúde pública internacional, demonstrando o valor da cooperação entre países perante desafios globais”.

“Mais do que uma operação médica, tratou-se de salvar vidas humanas e proteger pessoas em situação de vulnerabilidade e risco de vida”, salienta a entidade.

Segundo a mesma fonte, nesta nova fase da operação, com a saída do navio das águas nacionais, um médico da OMS, especialista em epidemiologia, vai seguir a bordo para apoiar nos cuidados e na investigação clínica. Paralelamente, está também prevista a chegada de mais dois médicos holandeses para assegurar o seguimento clínico adequado durante toda a viagem até ao próximo destino.

Na rede social X, o diretor da OMS Tedros Ghebreyesus garantiu na manhã desta terça-feira que a entidade vai continuar a trabalhar com a operadora do navio para monitorar de perto a saúde dos passageiros e da tripulação, colaborando com os países para apoiar o acompanhamento médico adequado e a evacuação, quando necessário.

“Neste momento, o risco geral para a saúde pública permanece baixo”, reforça o diretor da OMS.

O cruzeiro MV Hondius está ancorado no largo do porto da Praia desde o dia 3 de maio e até ao momento foram notificados 7 casos suspeitos do vírus hantavírus, sendo que houve 3 óbitos antes de chegar ao país. Um doente encontra-se nos cuidados intensivos na África do Sul.

O ministro da Saúde sul-africano, afirmou hoje que a estirpe de hantavírus detetada num dos passageiros do navio de cruzeiro Hondius, transferido para um hospital na África do Sul, é a andina, a única transmissível entre humanos.

Segundo a DNS, os passageiros do navio são de mais de 20 nacionalidades e permanecem em quarentena a bordo. Os médicos e enfermeiros cabo-verdianos que estavam a prestar assistência aos pacientes vão ficar um período de quarentena como manda as regras.

Balai Notícias

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