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A 15.ª edição do Kriol Jazz Festival chegou ao fim este sábado, dia 12, e o diretor do evento, José “Djô” da Silva, mostrou-se satisfeito por “ver o público feliz” e fez um balanço positivo do evento. “Quer dizer que não me enganei na programação”, afirmou em tom de brincadeira aos jornalistas, acrescentando que o certame voltou a atrair apreciadores de música,
Apesar de não avançar ainda com números oficiais por não ter os dados em mãos, Djô da Silva indicou que a adesão do público esteve em linha com a edição anterior, sublinhando que o importante é manter a qualidade da experiência. “A casa estava bonita”, afirmou.
Quanto ao prognóstico para a próxima edição, o promotor do evento foi mais reservado porque conforme já tinha avançado por estes dias em declarações à comunicação social, cada edição representa um desafio. ” (…) Como todos sabemos, estamos num momento crucial da política em Cabo Verde e o Kriol Jazz depende muito de instituições e nós não sabemos como as instituições vão ficar (após as eleições). Vamos ver até junho para ver se quem estiver no poder vai estar interessado no Kriol Jazz Festival, a partir de lá, vamos saber o futuro do Kriol”.
Djô da Silva explicou que depois do incidente do ano passado, a Câmara Municipal da Praia voltou este ano como patrocinadora e não como parceiro, mas com um 1/3 do orçamento anterior. No entanto, salientou que as palavras do vereador da Cultura Jorge Garcia foram encorajadoras. “Ele disse que de facto acredita que deveria haver um envolvimento maior da câmara, vamos esperar pelo próximo ano”.
A organização reconhece que outro desafio é a construção de um cartaz diversificado que corresponda às expectativas. “O Kriol Jazz é uma mistura de ritmos, de músicas do mundo, de jazz”, disse e explicou que a aposta continua a ser na fusão desses ritmos, embora condicionada por fatores como o orçamento e a disponibilidade dos artistas
Para Djô da Silva o feedback dos artistas que participam no evento é sempre positivo, o que tem contribuído para reforçar a reputação internacional do Kriol Jazz Festival, tornando-o cada vez mais atrativo no circuito global, o que faz com que “ainda mais artistas procurem o festival”.
Com um orçamento de 23 mil contos, a 15.ª edição do Kriol Jazz Festival chegou ao fim neste sábado, 11, com a atuação dos artistas Fattú Djakité (Guiné-Bissau/Cabo Verde), Ismael Lô (Senegal) , Brooklyn Funk Essentials (EUA) e Saad Tiouly (Marrocos).
CM






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