Voginha reconhece papel do AME enquanto promotor da música e dos artistas cabo-verdianos

O artista cabo-verdiano que já passou por vários palcos, estreou-se no AME com uma presença satisfatória do público.

O Palácio da Cultura do Ildo foi palco nesta quinta-feira, 9, de mais um showcase do Atlantic Music Expo (AME), com o guitarrista cabo-verdiano Voginha. O artista que pisa pela primeira vez o palco da maior feira musical transatlântica, reconheceu o papel do evento enquanto promotor da música e dos artistas cabo-verdianos além fronteiras.

Como casa cheia, o artista considerou a sua apresentação como “maravilhosa e contagiante”, reforçando ainda que o “espírito do concerto é muito bom”, pois exige uma interpretação mais cuidada, principalmente quando se refere a artistas que frequentemente tocam em bares e restaurantes.

Conhecido como músico ligado às raízes tradicionais, Voginha considerou o Atlantic Music Expo, AME, como um mercado que promove a música e os artistas cabo-verdianos além fronteiras.

“O AME é uma feira que espero que tenha continuidade, que tem estado a promover a música cabo-verdiana e os artistas, que divulga a nossa cultura. é uma montra que traz grandes promotores musicais, empresários, isso é muito bom. O AME é um caminho aberto”, referiu.

A 12.ª edição do AME trouxe uma inovação, com a presença de artistas mais jovens a pisar o palco da feira musical, como foi o caso da pianista Alícia Freitas, nessa perspectiva o artista reconheceu a importância do projeto, uma forma de dar visibilidade aos mais jovens.

“Acho muito correto isso, temos de apostar nos mais jovens porque o futuro pertence a eles. Pode ser que apareça algum empresário ou promotor interessado em apoiar o seus trabalhos”, disse.

O Atlantic Music Expo termina nesta quinta-feira, 9, com as atuações de Princezito (Cabo Verde), Patchê di Rima (Guiné-Bissau) e Fidju Kitxora (Cabo Verde) à noite, seguindo-se depois a abertura do Kriol Jazz com o projeto Entre Ilhas, idealizado pelo cabo-verdiano Adé da Costa, natural da ilha do Maio.

Keila Rodrigues/Jornalista Estagiária 

 

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