Cabo Verde é o terceiro país africano considerado livre de paludismo

Diploma foi entregue ao país pelo diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, numa cerimónia que teve lugar hoje, dia 12, na cidade da Praia.

Cabo Verde junta-se à Argélia e às ilhas Maurícias e torna-se o terceiro país africano a receber o certificado de livre de paludismo. O feito foi enaltecido pelo dirigente máximo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, tendo em conta que o continente africano é o que regista a esmagadora maioria dos casos de malária no mundo.

O certificado foi entregue hoje, dia 12, ao governo, na capital do país pelo diretor da OMS, que se encontra desde ontem, 11, na sua primeira visita oficial a Cabo Verde.  “É uma grande honra estar aqui a testemunhar este marco”, afirmou Tedros Ghebreyesus e lembrou aos presentes que a malária é uma das doenças mais antigas do mundo que esteve presente em Cabo Verde desde a época da colonização, não tendo mais registos de transmissão local desde 2018.

Na ocasião, o representante da OMS salientou igualmente que está confiante que o governo cabo-verdiano vai manter este estatuto, já o risco de reintrodução é também um desafio e prometeu, durante a conferência de imprensa, que a entidade que representa vai continuar a apoiar Cabo Verde neste sentido. 

Por seu lado, o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva reiterou o compromisso de Cabo Verde “em manter o que se conseguiu ao longo dos tempos” com a aposta num “bom sistema de vigilância” e prevenção no que diz respeito ao paludismo, continuar a apostar na responsabilidade partilhada, envolvendo toda a sociedade civil nesta matéria e a reforçar a educação ambiental e para a saúde. O governante lembrou ainda que o marco atingido não é apenas um feito do governo mas de todos os envolvidos nesta matéria ao longo dos anos.

“A saúde é prioridade das prioridades, depois da covid-19 tornou-se como prioridade absoluta, não só em Cabo Verde, mas em várias partes do mundo, porque afeta a economia. Estaremos a trabalhar para melhorar o nosso serviço nacional de saúde em complementaridade com o setor privado. O combate às doenças é um combate permanente que não termina e temos de estar em condições de fazer uma boa prevenção antes de chegar aos hospitais”, afirmou o PM à imprensa.

Cabo Verde é também o segundo país da CPLP a conseguir este feito, a seguir a Portugal, e integra o leque de 43 países do mundo com certificado da OMS enquanto livres de paludismo. 

A nível mundial, o continente africano é o que regista a esmagadora maioria dos casos de malária, cerca de 94 por cento, e também de mortes, à volta de 95 por cento, salientou Tedros Ghebreyesus, estando países como a Nigéria e a República Democrática do Congo no topo da lista.

Questionado sobre qual o país africano mais próximo de obter a sua certificação nos próximos tempos, o diretor da OMS preferiu não revelar de modo a manter este tipo de processo o mais independente possível.

Artigo editado

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