Autoridades policiais alertam para burla e chantagem nas redes sociais que já fez vítimas no país

A Polícia Judiciaria alertou esta quarta-feira, 27, a população para o aumento de casos de burla e de chantagem nas redes sociais, que têm feito várias vítimas no país, estando atualmente sob a investigação da Brigada Central de investigação e combate ao Cibercrime e Terrorismo (BCICCT).
Segundo as autoridades, os criminosos criam perfis falsos associados a fotografias de mulheres e homens atraentes supostamente residentes no estrangeiro e que aparentam possuir um elevado poder económico. O objetivo, segundo a PJ, é conquistar a confiança das vítimas, criar relações de proximidade e posteriormente aplicar esquemas de chantagem financeira através de ameaças, intimidação e chantagem.
“Depois de criada alguma confiança, os criminosos solicitam à vítima o envio de fotografias ou vídeos íntimos, muitas vezes de conteúdo sexual explícito, incluindo imagens dos órgãos genitais”, alertam as autoridades.
Após receberem as imagens íntimas, os criminosos passam a ameaçar as vítimas.
De acordo com a Polícia Judiciária, em muitos casos, uma pessoa entra em contacto a fingir ser pai, mãe ou familiar do suposto jovem com quem a vítima esteve a conversar. Alegam que a vítima manteve conversas íntimas com um menor de idade e ameaçam apresentar denúncias às autoridades.
Posteriormente, outros indivíduos fazem-se passar por investigadores, polícias ou representantes de autoridades estrangeiras, afirmando que a vítima está envolvida em crimes relacionados com pornografia de menores. Em alguns casos, chegam mesmo a mencionar entidades internacionais como a Interpol ou embaixadas para aumentar o medo e a pressão psicológica.
“Em muitos casos, os criminosos afirmam ainda que irão contactar a Interpol, a Embaixada de Cabo Verde ou outras entidades internacionais para que seja realizada a detenção da vítima”, explica.
Segundo as autoridades, os criminosos utilizam ainda histórias dramáticas para intensificar a chantagem, alegando que o suposto menor tentou suicidar-se, encontra-se hospitalizado ou traumatizado devido às conversas íntimas. A partir daí, exigem pagamentos urgentes para evitar prisão, processos criminais ou divulgação das imagens íntimas.
As transferências são solicitadas através de contas bancárias (NIB) ou através de serviços como Western Union ou MoneyGram.
Este tipo de crime, segundo a PJ, procura explorar o medo, a vergonha e a pressão emocional da vítima, levando muitas pessoas a efetuarem pagamentos contínuos na tentativa de evitar a divulgação das imagens.
As autoridades alertam que, mesmo após os pagamentos, os criminosos persistem com as ameaças, exigindo novos montantes.
A Polícia Judiciária recomenda à população a ter cautela com pedidos de amizades de perfis desconhecidos ou suspeitos, evitar conversas íntimas, não enviar fotografias ou vídeos íntimos a desconhecidos, não efetuar pagamentos perante ameaças ou chantagens, bem como não partilhar dados pessoais ou bancários com pessoas desconhecidas.
Em caso de ameaça ou tentativa de chantagem, as autoridades aconselham a preservar as mensagens, contactos e comprovativos, bem como a denunciar a situação.
Balai Notícias
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