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“O crescimento na África subsaariana continua fraco, arrastado pela incerteza na economia global, o desempenho abaixo da média nas maiores economias do continente, inflação elevada e uma forte desaceleração no crescimento do investimento”, lê-se no relatório Pulsar de África, divulgado hoje em Washington nas vésperas dos Encontros da Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
“Face a estas perspetivas de crescimento e ao aumento dos níveis da dívida, os governos africanos devem fortalecer o seu empenho na estabilidade macroeconómica, mobilização das receitas fiscais internas, redução da dívida e investimentos produtivos que reduzam a pobreza extrema e impulsionem a prosperidade partilhada a médio e longo prazo”, recomenda-se no relatório.
As maiores economias da região deverão abrandar este ano, diz o Banco Mundial, estimando um crescimento de 2,8% para a Nigéria e de 0,5% para a África do Sul.
“O fraco crescimento em conjunto com as vulnerabilidades da dívida e o anémico crescimento do investimento arrisca a consumar uma década perdida na redução da pobreza”, comentou o economista-chefe do Banco Mundial para África, Andrew Dabalen, vincando que “os decisores políticos precisam de redobrar os esforços para conter a inflação, aumentar a mobilização de recursos domésticos e aplicar reformas pró-crescimento, ao mesmo tempo que continuam a proteger os mais pobres do aumento do custo de vida”.
De acordo com o Banco Mundial, em dezembro havia 22 países com dívida excessiva ou em risco de terem dívida exagerada, uma situação que é agravada pelo panorama financeiro mundial: “as condições financeiras globais desfavoráveis aumentaram os custos de endividamento e do serviço da dívida em África, desviando dinheiro dos altamente necessários investimentos para o desenvolvimento e ameaçando a estabilidade macroeconómica”, aponta-se no documento.
A inflação, prevê o Banco Mundial, deverá continuar elevada pelos padrões históricos, nos 7,5% este ano, acima das metas da maior parte dos bancos centrais da região, e o investimento deverá cair de uma média de 6,8% entre 2010 e 2013 para 1,6% em 2021, dizem os peritos do Banco Mundial, recomendando ainda uma aposta mais decidida na transição energética no continente.
Lusa




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