Cabo Verde cessa funções de embaixador em Itália

O Governo deu por finda a comissão de serviço de Jorge Figueiredo Gonçalves como embaixador de Cabo Verde em Itália, cargo que ocupava desde 2018, conforme decreto publicado hoje e consultado pela Lusa.

De acordo com o decreto presidencial 7/2023, assinado pelo Presidente da República, José Maria Neves, é “dada por finda, sob proposta do Governo” a comissão ordinária de serviço de Jorge Figueiredo Gonçalves, diplomata de carreira, como embaixador extraordinário e plenipotenciário de Cabo Verde em Itália.

Acrescenta que o decreto produz efeito “a partir de 30 de junho de 2023”.

Jorge Figueiredo Gonçalves, de 67 anos, é diplomata deste 1988 e está no terceiro e último nível da carreira, tendo exercido anteriormente funções nas embaixadas de Cabo Verde em Paris, Dacar ou Lisboa, além de diretor-geral dos Assuntos Consulares e Imigração, conforme noticiado em agosto de 2018, quando foi nomeado embaixador em Itália.

Cabo Verde contava no ano passado com 21 representações diplomáticas e postos consulares, sendo 16 embaixadas em diferentes continentes, duas missões permanentes e três consulados de carreira ou consulados gerais. Entretanto, criou uma embaixada em Rabat e um consulado em Dakhla, Marrocos.

O Governo cabo-verdiano anunciou em julho de 2022 que estava a estudar a criação de novas embaixadas em zonas estratégicas para o arquipélago, bem como a instituição de embaixadores para determinados temas, pretendendo ainda alargar a extensão da jurisdição das atuais missões diplomáticas.

“É um exercício justamente para ver em que medida é que poderemos otimizar a eficácia das missões diplomáticas e futuras outras, dependendo do interesse e da visão que nós temos com a política externa, no sentido também de abrir ou não outras embaixadas em diferentes continentes”, explicou a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Miryan Vieira.

O tema foi abordado em 26 de julho passado na reunião do Conselho do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, na cidade da Praia.

“Esta análise é basicamente o diagnóstico daquilo que nós já temos e a partir daí perspetivar a abertura ou não de outras embaixadas. Mas a curto prazo, o que nós vamos fazer é a extensão da jurisdição das atuais embaixadas, a fim de otimizar a sua atuação junto de outros países com os quais Cabo Verde tenciona ter parcerias estratégicas”, acrescentou.

“Não estamos a pensar, a curto prazo, fazer nenhum encerramento das embaixadas, mas basicamente este primeiro exercício é de ter efetivamente uma perspetiva para a extensão da jurisdição da cobertura das atuais embaixadas que nós temos e de ver, também de acordo com a prioridade a ser definida pelo Governo, a abertura ou reabertura de outras embaixadas”, disse ainda Miryan Vieira na mesma ocasião.

Lusa

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