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A gestora Zenaida Leite, que neste momento desenvolve uma investigação na área de microfinanças ambientalmente sustentável, na fase final do seu doutoramento, vai representar Cabo Verde e o continente africano no International Social Marketing Association (ISMA).

A informação foi avançada à Inforpress por Zenaida Leite, que afirmou que o desafio de participar na Associação Internacional de Marketing Social surgiu após a mesma ter participado num congresso internacional em Portugal, sobre marketing social, em que ela foi distinguida com o prémio de melhor artigo científico.
“Fui contactada por algumas personalidades que estiveram presente nesse congresso que sugeriram que eu participasse nesta eleição. Eram duas vagas no conselho de administração da ISMA, uma para a América Latina e uma para África”, explicou.
Para se candidatar à vaga disponibilizada à África, Zenaida Leite disse que teve que reunir todas as condições necessárias em termos de documentação. Após concorrer, a cabo-verdiana destacou-se entre os quatro candidatos africanos e foi selecionada a representar o continente no conselho de administração do ISMA.
“Fomos quatro candidatos entre os quais dois da África do Sul e ontem [quarta-feira] tive a excelente notícia que tinha ganho as eleições para representar África neste conselho”, avançou a mesma fonte, que terá a primeira reunião já na próxima quarta-feira, dia 09 de Novembro, com o presidente do ISMA Jeff French, que a vai colocar a par da agenda do conselho e no final do mês participará na primeira reunião do conselho de administração.
Segundo Zenaida Leite, após esse encontro, que vai decorrer nas plataformas digitais, vão delinear ações mais concretas sobre aquilo que vão fazer a nível da África. Mas, acrescentou, uma das suas primeiras ideias é criar a associação de marketing social que ainda não existe em Cabo Verde.
“Posso adiantar que uma das primeiras ações, com certeza, será integrar as associações existentes na África, procurar junto dos países onde não existem associação, como é o caso de Cabo Verde, e criá-las para que possam beneficiar de todas as ações que são levadas a cabo pela organização internacional. E ainda estabelecer a comunicação que tem que ser feita a nível de todas as associações para que possamos trabalhar o marketing social”, disse.
Zenaida Leite avançou que pensa desenvolver projetos de marketing social para Cabo Verde e para África, como um todo. Mas, referiu que como cabo-verdiana ela tem que pensar no País e, “necessariamente, tudo aquilo que Cabo Verde puder beneficiar desta associação beneficiará”.
No entanto, ressalvou, para isso, terá de haver um envolvimento das instituições, nomeadamente as universidades e as instituições do Estado.
“É assim que isso funciona em outras paragens, porque o benefício social é transversal no sentido de cooperar, por exemplo, na área de saúde através das ações de marketing social, com o Estado, Governo e instituições numa campanha que vai facilitar a adesão das pessoas para fazerem a triagem do câncer de mama. São várias ações que se pode fazer e que pode beneficiar Cabo Verde”, exemplificou.
Conforme Zenaida Leite o marketing social é sem fins lucrativos e é compreendido por um conjunto de ações no sentido de beneficiar principalmente as camadas mais desfavorecidas. “O fim é puramente social e a atuação da associação é social, ambiental e tudo aquilo que beneficie e promova o crescimento e o desenvolvimento de uma sociedade”, sintetizou.
Inforpress

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