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Foram detidos dezenas de indivíduos e apreendidas armas de fogo, dinheiro, bens e drogas.

A Polícia Judiciária (PJ) participou nos dias 10 e 11 de setembro, numa operação de continuidade dos “Ventos Alísios”, nas ilhas Canárias, que resultou na detenção de 34 suspeitos que faziam parte de uma das organizações criminosas mais ativas dessa região autónoma por tráfico de drogas. A informação foi avançada nesta terça-feira, 23, na página da PJ.
Para além da detenção, a mesma fonte avança que foram apreendidas mais de duas toneladas (2.185 quilogramas) de cocaína, armas de fogo modificadas em perfeitas condições de utilização, mais de 600 mil euros (66 milhões de escudos), bem como 16 viaturas e cinco embarcações (um barco de pesca, um veleiro e três lanchas).
A mesma fonte adiantou que foram bloqueados bens móveis e imóveis no valor superior de 220 milhões de escudos.
Durante estes dois dias de investigação, foram feitas também cerca de 40 buscas em diversas partes da Espanha.
De realçar que é a segunda vez que a PJ de Cabo Verde participa desta operação espanhola que é coordenada pela EUROPOL. A primeira participação foi em janeiro do ano passado, em que foram apreendidos dois carregamentos de grande relevância com destino a Santa Cruz de Tenerife, um deles com 500 quilos de cocaína, numa embarcação que anteriormente tinha efetuado um transbordo de um navio proveniente do continente sul-americano.
Em novembro do mesmo ano, através da operação “Ventos Alísios” realizada pela Polícia Judiciária de Cabo Verde e de Portugal, com colaboração da Marinha portuguesa, foram apreendidos cerca de 1.600 quilogramas de cocaína numa embarcação na Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Cabo Verde.
Ainda na mesma investigação, em abril do ano corrente foram apreendidas 66 quilos de cocaína com destino para Tenerife através de um veículo equipado com um sofisticado sistema hidráulico para esconder a droga.
“Investigou-se ainda que este carregamento tinha sido roubado a outro grupo criminoso, que, em retaliação, terá raptado um membro do grupo rival”, sendo que a investigação foi conduzida ao Tribunal de Instrução n.º 3 de Santa Cruz de Tenerife e levada a cabo pela Unidade Central Operativa (Equipa Contra o Crime Organizado, ECO Canarias) e pelo Serviço de Vigilância Aduaneira da Agência Tributária.
Esta operação insere-se no âmbito do projeto GDIN (Global Drugs Intelligence Network), liderado pela Guardia Civil com a colaboração da EUROPOL e financiado pela Comissão Europeia, através do seu Centro de Inteligência Criminal Antidroga, que reúne os recursos da União Europeia para combater o tráfico internacional de droga.
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