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Em declarações aos jornalistas este domingo, dia 14, o primeiro-ministro afirmou que já se verifica uma retoma efetiva a nível do setor turístico no país, principalmente nas ilhas do Sal e Boa Vista, sendo a ilha de São Vicente a próxima ilha com grande impulso turístico. Uma ilha que possui “oferta não só em quantidade, mas em qualidade com os investimentos que estão a ser feitos (…) e porque tem todos os outros ingredientes, não tem tanta praia, mas tem um ambiente cultural muito forte, tem o turismo de cidade, tem Santo Antão ali ao pé e o Maio será também o próximo destino com condições muito fortes.”
Questionado sobre como fazer com que as populações locais beneficiem do desenvolvimento turístico consequente dos investimentos que estão a ser feitos a nível das grandes cadeias hoteleiras, o chefe do Governo defendeu que o “problema em si não está no modelo ‘all inclusive’, problema está em criar atratividades fora dos hotéis”.
“Por exemplo (…) há vida fora dos hotéis em Santa Maria, entretenimento, espaços de restauração, de lazer, os turistas circulam. Foi feito um investimento na segurança, que é preciso continuar a fazer, e criar condições para que as pequenas e médias empresas possam aproveitar da cadeia de valor do turismo para oferecerem serviços e criarem também espaços de investimento e emprego”.
No caso da ilha da Boa Vista, Ulisses Correia e Silva defende que a ilha “precisa de centralidade”. “Quando vamos a Sal Rei não encontramos uma cidade bem estruturada, com qualidade. Já há muito tempo temos tido essa preocupação, os investimentos que estão em curso tiveram algum atraso: a requalificação do largo de Santa Isabel, a requalificação da orla marítima até à praia de Cabral para poder criar espaços onde os turistas possam sair em entretenimento, para consumir, fazer compras. Será o próximo grande investimento aqui na ilha, para podermos fazer com que haja atratividade e razões para oturista sair e consumir. É uma ilha segura, tranquila, precisa é de oferta.”
Quanto às perspetivas para o setor do turismo em 2023, o primeiro-ministro acredita que o “crescimento será ainda maior”. “Nós em termos de crescimento económico, saímos de uma contração de 14.8%, crescemos 7% em 2021, vamos crescer mais de 8% em 2022, isto graças ao impulso do turismo, à retoma. Se 2023 mantiver a tendência, vamos ter ainda um maior fluxo turístico nas ilhas. Há investimentos em curso e há procura de novos investimentos. Cada investimento de hotéis de referência são investimentos que vão atrair mais turistas (…) Estamos confiantes de que vamos ter um bom nível de desenvolvimento turístico em 2023.”
Sobre as reivindicações dos sindicatos para um aumento salarial para os trabalhadores hoteleiros nas ilhas do Sal e da Boa Vista, o chefe do executivo explicou que “o governo já deu o sinal com a atualização salarial de 1 a 3,5 %na administração pública”.
“Isto é uma referência para as empresas, mas é preciso ter em conta que, assim como o Estado, todas as empresas estão a sair de situações extremamente complicadas. A primeira prioridade é manter os empregos que existem, a segunda é criar condições para haver mais emprego, a terceira não podemos encarecer o fator trabalho fora das condições de sustentabilidade da própria economia, das próprias empresas, posto isto, há uma margem para de facto criar condições para uma compensação de inflação que está a atingir fortemente o rendimento das pessoas (…)”.
O primeiro-ministro salientou que é preciso ajustar os interesses de ambos os lados e “encontrar um bom equilíbrio para acomodar tudo, nem um extremo, nem outro” e recordou “que 2020 e 2021 tem sido anos de grande anormalidade em todo mundo”. “Não podemos exigir para momentos anormais aquilo que seria em períodos normais. Mas entrando novamente no crescimento e esperando que este mundo que está muito complicado, também ganhe juízo e entre na rota correta, acho que podemos encontrar outros mecanismos de desenvolvimento.”
Há 17 anos em Cabo Verde e com 6 hotéis no arquipélago, o grupo RIU reinaugurou este domingo, dia 13, o hotel cinco estrelas Riu Karamboa situado junto à praia de Chaves, e um dos três empreendimentos na ilha da Boa Vista.
A remodelação do hotel, que foi completamente reformado e passa a contar com 968 quartos, representou um investimento de cerca de 50 milhões de euros,
O Balai Cabo Verde deslocou-se à Boa Vista a convite do grupo RIU.

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