Fogo: Edil de São Filipe desafia vice-PM para construção de uma visão transformadora para a ilha

O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, desafiou ontem, dia 4, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, para a celebração de uma parceria para a construção de uma visão transformadora para a ilha do Fogo.

“Desafio o vice-primeiro-ministro para, esquecendo as lutas político-partidárias que tem o seu momento próprio, para a construção de uma parceria muito forte de uma agenda de transformação da ilha do Fogo”, disse Nuías Silva, acrescentando que esta parceria entre governo, câmara e sociedade civil para os próximos dez anos vai permitir a ilha criar as condições para a sua transformação com base nas suas potencialidades.

Nuías Silva lançou este repto durante a cerimónia de entrega de kits de autoemprego a beneficiários do Programa de Desenvolvimento do Empreendedorismo (PDE), presidida por Olavo Correia.

O governante, em resposta, lembrou que Fogo é uma ilha com “potencial enorme” e que existe um plano de desenvolvimento sustentável que poderá ser trabalhado em planos de desenvolvimento regionais e procurar edificar uma económica que leva em conta a especificidade de cada ilha.

Segundo Olavo Correia, é necessário criar um quadro que permita ao sector privado aproveitar a potencialidade que a ilha dispõe, sublinhando a necessidade de viabilizar as infraestruturas públicas de forma a potencializar o investimento privado.

“O governo está aberto para qualquer tipo de reflexão e debate com contributo de todas as partes. Tem de ser um exercício abrangente e inclusivo e qualquer contributo das câmaras, sociedade civil, empresário é relevante para criação de um quadro institucional para que a ilha do Fogo que tem potencialidades no turismo, agroindústria para abastecer o mercado nacional e para exportação, indústria criativa, comércio, pesca e economia azul possa atrair investidores”, afirmou Olavo Correia.

O vice-primeiro-ministro defendeu também a necessidade de melhorar as infraestruturas de conectividade da ilha, aérea e marítima, a melhoria da qualificação humana, melhoria da conectividade tecnológica e o investimento no sector privado forte, sublinhando que isso só aconteceria se for trabalhado em parceria: governo, câmaras e sector privado.

Inforpress/Fim

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