José Luís Neves reage ao arquivamento da investigação sobre tentativa de homicídio e diz “desejar saber a verdade e ver a justiça feita”

O Ministério Público anunciou esta sexta-feira, dia 11, o arquivamento da investigação por falta de provas.

Após o anúncio pelo Ministério Público do arquivamento do processo de investigação sobre a tentativa de homicídio de José Luís Neves depois de mais de 10 anos, o mesmo expressou numa publicação nas redes sociais a sua gratidão por estar vivo, mas também frustração por não ver o caso esclarecido.

O crime ocorreu na noite de 30 de dezembro de 2014, na zona da Cidadela, onde a vítima foi atingida com vários tiros de pistola calibre 7,65mm e 9 mm.

Decorridos mais de 10 anos da tentativa de homicídio de José Luís Neves, filho mais velho de José Maria Neves, então primeiro-ministro e atualmente Presidente da República, o Ministério Público (MP) comunicou esta sexta-feira, dia 11, que vai arquivar a investigação, porque não foi possível, até hoje, reunir provas consistentes “que revelassem o (os) agente (s) do crime de homicídio agravado na forma tentada”.

José Luís Neves reagiu ao comunicado da Procuradoria-Geral da República com um texto publicado nas redes sociais.

“Hoje, eu podia não estar aqui a ler este Comunicado da Procuradoria Geral da República (PGR) e a escrever estas linhas. (…) Alguém quis que eu morresse há cerca de 10 anos atrás, no fatídico dia 30 de Dezembro de 2014 e perpetrou, contra mim, um violento atentado a tiro, à porta da minha casa. (…) O sofrimento por que passei é inenarrável”, escreveu, recordando o atentado de 30 de dezembro de 2014.

“Confesso-vos que ao ler este Comunicado da PGR, o sentimento que invade a minha alma é de uma certa frustração. Porque, é óbvio que quando alguém vive o inferno que vivi, deseja que tudo seja esclarecido, deseja saber a verdade e ver a justiça feita”, afirma o filho mais velho do atual Presidente da República e lamenta que ainda haja especulações sobre o caso: “E o mais doloroso é continuar a confrontar-se com as especulações, as inverdades, as calúnias e as difamações dos mais mal-intencionados. Mas infelizmente…! É a vida, já dizia alguém.”

No mesmo texto, agradeceu às autoridades competentes pelas diligências feitas e expressou esperança de que, “antes do final dos tempos”, ainda se possa “ter algumas luzes sobre este caso”.

Segundo publicação do MP, “foram realizadas diversas diligências investigativas, nomeadamente, inspeções judiciárias, interrogatório de suspeitos, inquirição de testemunhas, buscas domiciliárias, apreensões, vigilâncias, escutas telefónicas, exames periciais”.

Contudo, não foi possível, até à presente data, “reunir elementos probatórios consistentes que permitam imputar, de forma segura e objetiva, a autoria material e/ou moral do crime em investigação de nenhum suspeito.”

Na sequência deste facto, no dia 2 de julho de 2025, o MP declarou encerrada a instrução e ordenou o arquivamento dos autos que estão disponíveis para consulta por qualquer pessoa com interesse legítimo, uma vez levantado o segredo de justiça.

O processo de investigação pode ser reaberto, salienta o MP, se surgirem novos elementos de prova que invalidem os fundamentos invocados pelo Ministério Público no despacho de Arquivamento.

Balai Notícias

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