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Em declarações à Inforpress, aquele responsável afirmou que, apesar da juventude representar a maioria da população cabo-verdiana, continua sub-representada nas estruturas políticas.
“Temos um parlamento com 72 deputados, mas dificilmente encontramos um com menos de 35 anos. Isso não faz sentido num país onde os jovens são a maioria”, apontou.
Rafael Ferreira recordou que, na altura da luta pela independência, muitos dos protagonistas tinham menos de 35 anos e contribuíram activamente para a construção do país.
Cinquenta anos depois, lamentou que os jovens continuem afastados dos espaços onde se tomam decisões.
“O problema não é a falta de competência, há jovens com capacidade e vontade de contribuir (…), o que falta é oportunidade para ganharem experiência prática e ocuparem o seu espaço”, sustentou.
Ferreira considerou que os jovens “estão cansados de serem usados” durante o período eleitoral, altura em que os partidos políticos recorrem frequentemente à juventude para a mobilização e para o porta-a-porta, mas depois, segundo diz, não são incluídos nos cargos e decisões pós-eleitorais.
“Não é uma crítica a um partido político específico, é algo que tem acontecido com todos os partidos”, denunciou.
A Geração B- Bright, conforme avançou o seu presidente, tem promovido acções para estimular a participação juvenil, com destaque para projectos de voluntariado, cidadania activa e formação política.
“Trabalhamos e nos capacitamos para isso, pelo que queremos também os nossos lugares”, concluiu.
Inforpress

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