
- PUB

O presidente do Movimento para a Democracia (MpD) e primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, defendeu esta quinta-feira, dia 30, no comício de abertura da campanha eleitoral das LEgislativas 2026, realizado na Achada Santo António, na cidade da Praia, a continuidade da governação do MpD. Correia e Silva enumerou para a plateia os resultados alcançados nos últimos anos em áreas como economia, emprego, saúde, educação, habitação e transportes.
Perante militantes e apoiantes e sob o lema “Cabo Verde para a frente”, Ulisses Correia e Silva subiu ao palanque para ser ovacionado pela plateia vermelha. O líder do MpD começou por destacar simbolicamente o bairro da Achada Santo António como um local associado às vitórias eleitorais do partido e citou as vitórias de 2016 e 2021, e afirmando acreditar numa nova conquista nas Legislativas de 2026.
O atual primeiro-ministro e presidente do MpD apresentou a lista de candidatos por Santiago Sul como “uma lista de pessoas comprometidas” com a Praia, São Domingos e Ribeira Grande de Santiago, defendendo que a equipa está preparada para representar os interesses da região e do país no Parlamento.
Grande parte da intervenção que durou mais de 50 minutos foi dedicada ao balanço da governação nos últimos anos, marcada, segundo afirmou, por desafios internacionais como a pandemia da Covid-19, as secas e os impactos da guerra na Ucrânia. Apesar disso, o governante defendeu que o governo conseguiu proteger empregos, empresas e famílias, ao mesmo tempo que manteve o país em crescimento.
“E hoje temos um país novamente a crescer, um país mais resiliente. Temos um país que está a relançar novamente a sua economia. E temos um país com a menor taxa de desemprego jamais registada em Cabo Verde”, afirmou.
Ulisses Correia e Silva criticou ainda a oposição, acusando-a de não transmitir confiança nem estabilidade ao país.
“A nossa oposição, nosso adversário não está a garantir nem estabilidade, nem segurança, nem confiança, nem credibilidade, nem capacidade de governar o país”, declarou e pediu “mais um mandato para consolidar ganhos conseguidos até agora”.
Durante o discurso, o atual primeiro-ministro citou várias medidas sociais e económicas implementadas pelo governo, como o aumento das pensões sociais, regularização de vínculos precários na administração pública, acesso à formação profissional, bolsas de estudo, programas de apoio ao empreendedorismo jovem e incentivos à habitação.
Durante a intervenção, Ulisses Correia e Silva dirigiu várias críticas ao PAICV, acusando o maior partido da oposição de não apresentar soluções credíveis para o país, citando o exemplo de bilhetes inter-ilhas a 500 escudos ou ensino superior gratuito, e de apostar num discurso negativo sobre os avanços alcançados por Cabo Verde.
No sector da saúde, anunciou investimentos na construção de um novo hospital na cidade da Praia, com capacidade para reduzir evacuações médicas em áreas como oncologia, cardiologia e neurocirurgia.
Nos transportes, reconheceu dificuldades nas ligações inter-ilhas, mas garantiu reforços com mais dois aviões e barcos e lembrou que o atual governo resgatou a TACV que “estava morta em 2016”.
Ulisses Correia e Silva também destacou os resultados do turismo, afirmando que Cabo Verde recebeu mais de 1,2 milhões de turistas em 2025, bem como a Qualificação inédita para o Mundial de futebol 2026.
O presidente do MpD aproveitou ainda para defender a imagem internacional de Cabo Verde, considerando que o país “está na moda” devido à estabilidade política, credibilidade externa e boa governação.
Entre as promessas para um novo mandato, destacou o compromisso de aumentar o salário mínimo nacional para 25 mil escudos até 2027, reduzir impostos e reforçar políticas de habitação e apoio às famílias.
Na reta final do discurso, Ulisses Correia e Silva apelou à mobilização dos militantes e simpatizantes para as eleições legislativas de 17 de Maio, pedindo que cada apoiante se torne “activista da democracia” e da continuidade da governação do MpD: “Cabo Verde para frente é a solução”, concluiu.
Joana Rosa, número dois da lista do MpD por Santiago Sul, defendeu a continuidade da governação liderada por Ulisses Correia e Silva, afirmando que as eleições de 17 de Maio representam uma escolha “entre caminhos e modelos de governação”. A dirigente sustentou que, apesar dos desafios internacionais enfrentados nos últimos anos, Cabo Verde conseguiu manter o crescimento económico, reduzir o desemprego e diminuir a pobreza graças à liderança do actual primeiro-ministro.
Durante a sua intervenção, Joana Rosa criticou o líder do PAICV e a gestão da Câmara Municipal da Praia, acusando a oposição de apresentar “promessas vazias” e falta de capacidade governativa. A dirigente apontou ainda Ulisses Correia e Silva como “um homem de resultados” e “um bom timoneiro”, defendendo que o país precisa de estabilidade e continuidade para prosseguir o processo de desenvolvimento.

De salientar que para as eleições legislativas de 2026, estão em disputa 72 deputados distribuídos por 13 círculos eleitorais, sem alterações em relação às eleições de 2021.
Santiago Sul elege 19 deputados, Santiago Norte 14 e São Vicente 10. Santo Antão elege 6, Fogo 5 e Sal 4. Os restantes círculos elegem 2 deputados cada.
Movimento para a Democracia (MpD), Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Partido Popular (PP), Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS) e União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) são os cinco partidos que concorrem às legislativas.
O MpD e o PAICV apresentaram candidaturas aos 13 círculos eleitorais, a UCID a 10 e o PP e o PTS a 6 círculos, tendo sido admitidas no total 48 candidaturas.
Notícia Atualizada


Site agregador de notícias e conteúdos próprios e de parceiros, com enfoque em Cabo Verde e na Diáspora, que quer contribuir para uma maior proximidade entre os cabo-verdianos.
+238 357 69 35
geral@balai.cv / comercial@balai.cv / editorial@balai.cv



