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O governo, por meio do Ministério da Agricultura e do Ambiente, está a investir 44,5 mil contos na campanha agrícola de sequeiro de 2025-2026, de modo que seja bem-sucedida em todo o território nacional. A informação foi avançada na tarde desta terça-feira, 8, pela direção geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária e pelo Instituto Nacional da Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) em conferência de imprensa.
De acordo com a diretora geral do Ministério da Agricultura, Anita Carvalho, “a preparação da campanha agrícola avança normalmente, com medidas de resiliência climática, de forma a reduzir as perdas agrícolas, garantir a segurança alimentar e proteger os meios de subsistência dos agricultores.”
Para esta campanha, vão ser disponibilizadas 24 toneladas de sementes de milho e feijões, incluindo variedades como feijão pedra, bongolon, sapatinha, fava e congo, a um “preço subsidiado” e que são destinadas aos agricultores, especialmente nas ilhas e nas localidades com maior necessidade.
“Em relação aos materiais vegetativos, serão disponibilizadas 30 mil plantas fruteiras, 320 mil estacas de batata-doce e mandioca, 3.050 kg de sementes forrageiras e aproximadamente 26.700 espécies florestais”, afirmou Anita Carvalho.
Relativamente às medidas fitossanitárias, no controlo das pragas, Anita Carvalho diz que o Ministério da Agricultura e do Ambiente tem apostado em métodos biológicos e alternativos à luta química”. As pragas específicas que prevemos são os gafanhotos, lagarta-do-cartucho e percevejo verde. (…) o foco será o uso de biopesticidas e inimigos naturais.” O percevejo verde, vulgarmente conhecida por “tartaruga” é a única praga que ainda é combatida com pesticida química, mas com investigação em curso para alternativas biológicas.
A INIDA dispõe de três biofábricas para a produção de inimigos naturais que combatem particularmente a lagarta-do-cartucho do milho.
Em relação à assistência técnica aos agricultores, foram formados 300 aplicadores fitossanitários a nível nacional, estando ainda disponíveis equipamentos de proteção individual, pulverizadores e produtos para tratamento durante toda a campanha agrícola de sequeiro.
Por seu turno, a engenheira Nora Silva, presidente do INIDA, apela à colaboração dos agricultores, no sentido de seguirem algumas recomendações que visam promover segurança, produtividade e sustentabilidade na agricultura. Em qualquer caso de emergência ou dúvidas, a mesma recomenda entrar em contacto em primeiro lugar com as delegações do MAA.
Nora Silva recomenda ainda a fazer a sementeira sempre após as primeiras chuvas, de forma a garantir uma melhor germinação das sementes e aumentar as probabilidades de sucesso na produção.
“Em regiões de altitude, devem dar preferência à plantação de fruteiras e feijão congo, pois essas culturas ajudam na proteção do solo, atuam como fonte de pasto, fornecem alimento para as famílias e representam uma importante fonte de renda local. E ainda, os agricultores devem evitar queimadas nas parcelas agrícolas, sobretudo em zonas próximas às florestas e dentro das zonas florestais, de modo a prevenir incêndios e proteger o meio ambiente. Contamos com o empenho de cada um para o sucesso desta campanha agrícola.”
De salientar que ontem, dia 7, o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) avançou que as previsões deste ano apontam para um início tardio da estação das chuvas, com dias consecutivos sem precipitação superiores ao habitual.

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