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Falando na terceira sessão do Mind7 Digital Cabo Verde, no Tech Park, na Praia, o governante explicou que a transformação digital deve construir um modelo integrado, com serviços públicos totalmente digitais “de ponta a ponta”, abrangendo administração central e municípios.
A estratégia assenta em três pilares, os serviços públicos digitais completos, desenvolvimento do comércio eletrónico e da economia digital, e implementação de uma economia “cashless”, com pagamentos digitais simples, rápidos e seguros em todo o território nacional.
Para concretizar esta visão, Olavo Correia destacou a importância de investir em infraestruturas digitais como identidade digital, assinatura eletrónica, residência digital e interoperabilidade entre sistemas e plataformas de pagamento.
“O objetivo é posicionar Cabo Verde como uma economia moderna e competitiva, capaz de atingir o estatuto de país desenvolvido na próxima década”, perspetivou.
Entre os princípios da reforma está a ideia de que “devem circular os dados e não as pessoas”, reduzindo deslocações e burocracia, com partilha de informação entre instituições através de sistemas interoperáveis.
O ministro sublinhou que a transformação não é apenas tecnológica, mas também cultural, exigindo uma mudança de mentalidade na administração pública, focada nos cidadãos e nas empresas.
Olavo Correia destacou ainda que a digitalização pode criar empregos qualificados, fomentar startups tecnológicas e permitir ao país exportar conhecimento e talento, reduzindo a emigração.
“O digital deve também impactar educação, saúde, mobilidade e segurança, ampliando oportunidades económicas e reforçando a ligação do arquipélago ao mundo”, concluiu.
Inforpress

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