Operação SHARK: Sete dos 12 detidos ficam em prisão preventiva

Após o Tribunal da Comarca da Praia ter terminado o primeiro interrogatório dos 12 detidos no âmbito da Operação SHARK, foi decretada a prisão preventiva, para 7 dos 8 homens detidos, entre os quais alguns dos principais visados pela investigação. Aos restantes cinco detidos, o homem de 92 anos e 4 mulheres, foram aplicadas as medidas de coação de apresentação periódica às autoridades e interdição de saída do país, segundo avança a Polícia Judiciária (PJ).
Os sete arguidos vão aguardar o decorrer do processo na Cadeia Central de São Martinho.
De recordar que na sequência de uma operação intitulada “SHARK” (tubarão), realizada na manhã da passada quinta-feira, 16 de julho, na cidade da Praia, foi desmantelada uma alegada rede criminosa dedicada ao tráfico de droga de alto risco, branqueamento de capitais e associação criminosa, segundo avançou a Polícia Judiciária (PJ).
Segundo a PJ, a ação decorreu nos bairros da Fazenda, Palmarejo, Craveiro Lopes e Platô e no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão domiciliária, emitidos pelo Tribunal Judicial da Comarca da Praia, na sequência de investigação conduzida pelo Ministério Público.
As investigações apontam que o grupo era responsável pela distribuição de cocaína em todo o território nacional, com maior incidência na cidade da Praia. Entre os detidos encontra-se uma figura conhecida no meio social praiense, apontada pelas autoridades como alegado “barão” e “dinossauro” do tráfico de droga no país, diz a PJ.
Durante as buscas, a PJ apreendeu 1,1627 kg de cocaína, produtos utilizados no corte e preparação de estupefacientes, duas balanças de precisão e outros materiais relacionados com a atividade de tráfico.
Foram ainda apreendidos cerca de 2 mil contos ( 2.048.269 escudos), 770 euros, 25 viaturas — incluindo táxis e viaturas de luxo —, quatro motas, uma mota de água (jet ski), três bicicletas, artefactos em ouro e prata, vários telemóveis, bem como duas espingardas e diversas munições de diferentes calibres.
A Polícia Judiciária refere que a maioria dos detidos possui antecedentes criminais por factos da mesma natureza e outros ilícitos.
Segundo a PJ, a Operação SHARK permitiu desmantelar uma importante estrutura criminosa que alegadamente operava há mais de 15 anos, com atuação a nível nacional e internacional.
Balai Notícias
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