
- PUB
O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, apelou ao Supremo Tribunal de Justiça para reverter a exclusão da sua candidatura às eleições presidenciais de 23 de novembro na Guiné-Bissau.

Numa conferência de imprensa transmitida em direto, o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e da coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI) – Terra Ranka dirigiu-se ao órgão judicial máximo da Guiné-Bissau para afirmar “a oportunidade que [o tribunal] tem de corrigir o erro cometido”.
O histórico PAIGC corre o risco de, pela primeira vez, ser afastado de eleições, depois de o Supremo Tribunal de Justiça ter rejeitado a candidatura às próximas presidenciais e legislativas da coligação que venceu com maioria absoluta em 2023 e foi afastada do poder com a dissolução do parlamento pelo Presidente, Umaro Sissoco Embaló.
Contestação ao Supremo
Simões Pereira, considerado o principal adversário de Sissoco Embaló, para quem perdeu as presidenciais de 2019, anunciou nova candidatura à Presidência da República, suportado pela coligação PAI-Terra Ranka.
O processo foi entregue no tribunal a 19 de setembro e a 23 de setembro foi conhecida a decisão de rejeição da candidatura, sem apreciação da mesma, com a justificação de que não chegou a tempo de serem cumpridos os prazos legais para análise do processo das coligações eleitorais.
A data de entrega das candidaturas para as eleições de 23 de novembro terminou na quinta-feira (25.09), com o tribunal a sugerir, num comunicado, que os partidos da coligação se apresentassem individualmente desde que dentro do prazo legal para a entrega das candidaturas, que terminava algumas horas depois da sugestão judicial.
Coligação mantém candidatura
A PAI-Terra Ranka reafirmou hoje, em conferência de imprensa, a determinação emconcorrer às legislativas e apoiar a candidatura de Domingos Simões Pereira às presidenciais.
Na mesma conferência de imprensa, Octávio Lopes, do coletivo de advogados do PAIGC, analisou a decisão judicial, questionando “como é que os juízes conselheiros podem ignorar a lei que diz que o tribunal tem oito dias, apôs o fim do prazo de entrega, para notificar [os requerentes] se há insuficiências a corrigir”.
Quase duas dezenas de candidaturas foram apresentadas às eleições de 23 de novembro na Guiné-Bissau, de acordo com as intenções divulgadas até ao final do prazo, nesta quinta-feira, desconhecendo-se ainda se o histórico PAIGC participa no ato eleitoral.
No último dia do prazo, entregaram ainda candidaturas outros partidos, como o Partido Movimento Social Democrático (MSD), o Partido do Povo (PDP), o Partido Social dos Trabalhadores (PST), o Partido Unido Social Democrático (PUSD) e o candidato Independente Mamadu Embaló.
Findo o prazo da apresentação das listas, segundo a Lei Eleitoral da Guiné-Bissau, devem ser afixadas pelo Supremo Tribunal de Justiça cópias com as candidaturas validadas até ao final do prazo de “oito dias subsequentes ao termo do prazo de apresentação de candidaturas”.







Site agregador de notícias e conteúdos próprios e de parceiros, com enfoque em Cabo Verde e na Diáspora, que quer contribuir para uma maior proximidade entre os cabo-verdianos.
+238 357 69 35
geral@balai.cv / comercial@balai.cv / editorial@balai.cv



