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A CVsky, marca comercial da nova companhia aérea Linhas Aéreas de Cabo Verde (LACV), vai começar a operar os voos domésticos a partir do dia 29 de março, com duas aeronaves ATR 72-600.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, destacou hoje, dia 17, que a CVsky, a marca comercial da nova companhia aérea nacional dedicada às ligações domésticas inter-ilhas LACV, é “essencial para a coesão territorial, mobilidade dos cidadãos e desenvolvimento económico” de Cabo Verde. Durante a apresentação que teve lugar na cidade da Praia, foi anunciado ainda que a companhia vai começar a operar os voos domésticos ainda em março, com duas aeronaves ATR 72-600, estando em curso o processo para a aquisição de mais dois aparelhos.
Durante a cerimónia, o chefe do Governo sublinhou que, apesar das sucessivas mudanças de operadores no setor, a LACV é o quarto, o país conseguiu evitar interrupções nas ligações entre ilhas, mesmo num contexto internacional adverso marcado pela pandemia da COVID-19 e pela instabilidade no transporte aéreo.
” (…) mesmo com mudanças de companhias, não houve interrupção de ligações inter-ilhas. De companhia em companhia, fomos assegurando aquilo que é essencial, que é garantir serviço aos clientes, aos utentes e manter as ligações”, afirmou em declarações aos jornalistas.
A CVsky surge como uma empresa de capital público, criada para assegurar a continuidade e regularidade dos voos domésticos, considerados uma questão de “soberania” num país arquipelágico.
“(…) consideramos que é uma necessidade da coesão territorial manter as linhas aéreas a funcionar inter-ilhas e como uma questão até de soberania, porque é fundamental para a coesão territorial e é um direito a mobilidade das pessoas e também da própria economia”, prosseguiu o chefe do governo.
Segundo o Primeiro-Ministro, o objetivo imediato é consolidar a operação, atualmente em fase de estabilização, e avançar para o crescimento.
O governante destacou que existe uma procura interna que “precisa ser satisfeita com qualidade”, com garantia no acesso a lugares e na regularidade das ligações.
A esse factor soma-se o aumento do turismo internacional com os voos low-cost e a mobilidade da diáspora, fatores que pressionam a necessidade de maior interligação entre voos externos e domésticos.
Atualmente, a CVSky opera com dois aviões do tipo ATR, estando em curso a aquisição de mais duas aeronaves ATR 72-600, num mercado global com escassez de equipamentos e tripulações, e a perspetiva é aumentar para mais dois aparelhos ainda este ano, segundo o PM.
No seu discurso, Ulisses Correia e Silva defendeu ainda o papel do Estado na subsidiação das rotas menos rentáveis, garantindo frequências mínimas e tarifas acessíveis porque, defendeu, ” todas as ilhas que têm um aeroporto, tem que ter conectividade”.
Nesta linha, o PM argumentou que as políticas públicas de serviço público são fundamentais para assegurar conectividade entre todas as ilhas, mesmo quando o mercado não é suficiente para garantir sustentabilidade comercial.
O chefe do Governo recordou que a pandemia teve um impacto severo nos setores do turismo e da aviação, levando à quase paralisação de companhias e à escassez global de aviões e pilotos. Ainda assim, reiterou que Cabo Verde manteve as ligações inter-ilhas, “sem disrupção”.
A criação de uma companhia autónoma para o mercado doméstico, separada da TACV, foi apontada como uma decisão estratégica acertada, permitindo foco na operação interna e maior eficiência na resposta à procura.
Questionado sobre a retoma dos voos da TACV para os Estados Unidos anunciada para este mês de março, o Primeiro-Ministro indicou que a operação está preparada, mas ressalvou que o anúncio oficial cabe à companhia aérea.
CVsky quer ser companhia sólida e motor da conectividade inter-ilhas, diz administrador
O administrador das Linhas Aéreas de Cabo Verde S.A. (LACV), Manuel Lima, afirmou que a criação da CVsky representa um passo estratégico para reforçar a conectividade aérea em Cabo Verde, também defendendo que a mobilidade entre ilhas é essencial para a coesão territorial e o desenvolvimento económico e social do país.
No seu discurso, o administrador destacou que a companhia resulta de um trabalho técnico e institucional realizado ao longo do último ano, incluindo a certificação operacional, a mobilização de recursos, a aquisição de aeronaves e formação de equipas.
O objetivo, segundo afirmou, é construir uma empresa “sólida, fiável e sustentável”, capaz de responder à crescente procura por ligações inter-ilhas.
Sob o lema “Liga nós ilha, uni nós povo”, a CVsky encontra-se atualmente numa fase de transição operacional, devendo assumir o controlo total das operações a partir de 29 de março, segundo comunicado oficial, com duas aeronaves ATR 72-600.
“A CVsky representa uma resposta concreta à necessidade de reforçar a conectividade aérea”, afirmou, acrescentando que a empresa foi pensada para crescer de forma progressiva e acompanhar a evolução do mercado.
Durante a cerimónia, realizada no TechPark na cidade da Praia, foi igualmente apresentada a identidade visual da marca e os principais pilares estratégicos do projeto, além de um check-in simbólico que procurou “reproduzir a experiência de viagem que a empresa pretende oferecer aos passageiros”.

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