PM: “Não foi apenas um transplante renal. Foi uma vitória do país”

Segundo o chefe do governo, a meta é realizar cerca de 20 transplantes em 2026 e a expectativa é reduzir custos e melhorar a qualidade de vida face à dependência permanente da hemodiálise, que “consome uma parcela relevante do orçamento da saúde”.

O primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva disse esta quinta-feira, 26, que Cabo Verde está a escrever uma página nova na sua história da saúde com a realização do primeiro transplante renal, que aconteceu na passada terça-feira, 24, no Hospital Universitário Agostinho Neto, na capital do país.

“Não foi apenas um transplante renal. Foi uma vitória do país. Uma vitória da coragem, da competência e da confiança em nós próprios”, disse numa publicação nas redes sociais, parabenizando a equipa composta por 30 profissionais de saúde nacionais e de Portugal.

Segundo o chefe do governo, este marco histórico para o país é o resultado de um investimento continuado do Estado no reforço da resposta às doenças renais crónicas, com destaque para a aprovação da lei sobre transplantes em 2023.

Ulisses Correia e Silva acrescenta ainda que este sucesso diz, sobretudo, que os hospitais do país, os profissionais e as instituições nacionais estão hoje “mais preparados para responder, no país com maior dignidade, às exigências de um sistema de saúde que quer servir cada vez melhor os cabo-verdianos”.

“Mas este é, sobretudo, um sinal de esperança. Esperança para os doentes renais. Esperança para as famílias. Esperança para todos os cabo-verdianos que durante demasiado tempo olharam para cuidados altamente especializados como algo distante, quase impossível”, disse, apontando que já há doentes em estudo para novas cirurgias.

“(…) a meta é cerca de 20 transplantes em 2026 e a expectativa é reduzir custos e melhorar a qualidade de vida face à dependência permanente da hemodiálise, que consome uma parcela relevante do orçamento da saúde.”

O próximo passo, segundo a mesma fonte, “é manter este nível com qualidade, regularidade e sustentabilidade é o próximo grande desafio”. “Isso exige continuidade na formação, seguimento clínico rigoroso, financiamento, medicamentos, organização, cultura de excelência e mais capacidade especializada.”

A intervenção cirúrgica, realizada na terça-feira, 24, no Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), teve a duração de cerca de três horas e, segundo os especialistas envolvidos, foi um sucesso, tanto o receptor como a doadora estão a recuperar bem.

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