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“O Presidente da República nomeou esta sexta-feira, através do Decreto Presidencial 19/2022, sob proposta do Governo, o senhor Arlindo do Rosário para o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Cabo Verde junto da República Popular da China”, divulgou a Presidência da República.
A nomeação aconteceu após o adiamento da posse do novo embaixador, que foi anunciada para acontecer hoje, no Salão Nobre do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional.
Pouco mais de seis anos depois, Arlindo do Rosário deixou o Governo cabo-verdiano, levando o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, a fazer um reajuste no executivo, tendo sido substituído por Filomena Gonçalves, que era ministra da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares.
Por sua vez, a ministra de Estado Janine Lélis foi empossada como nova ministra da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, acumulando com a Defesa Nacional e da Coesão Territorial.
Durante a posse das novas ministras, bem como do secretário de Estado Adjunto da Saúde, Evandro Monteiro, o primeiro-ministro disse esperar que o novo embaixador continue a reforçar as relações com aquele país asiático.
“A China é um parceiro muito importante de Cabo Verde, que tem provas dadas a nível da cooperação para o desenvolvimento, é um ‘player’ mundial importante e nós estamos todos interessados em reforçar esta boa parceria”, lançou o repto a Arlindo do Rosário.
Arlindo Nascimento do Rosário, que era deputado nacional, entrou para o Governo da IX Legislatura, em 2016, após as legislativas de março do mesmo ano que deram vitória ao Movimento para a Democracia (MpD), cargo que reassumiu no ano passado, na X Legislatura.
O ex-ministro vai substituir no cargo Tânia Ramualdo, a última embaixadora de Cabo Verde na China, cuja missão de serviço terminou em 30 de dezembro de 2021 e que desde janeiro é Diretora Nacional da Política Externa.
Lusa
Desde o final de dezembro que Cabo Verde estava a registar recordes diários de novos casos de covid-19, até ao pico de 1.469 casos em 07 de janeiro, mas que desde então está em queda e há vários dias abaixo das mil novas infeções diárias.
O país já confirmou este mês que a variante Ómicron está a circular e conta atualmente com 3.037 casos ativos de covid-19 – caiu para metade na última semana – e um acumulado de 376 mortes por complicações associadas à doença entre 54.200 casos confirmados desde março de 2020.
Questionado pelos jornalistas face aos alertas dos profissionais de saúde para a pressão sobre os hospitais, tendo em conta o volume de novos casos de covid-19 nas últimas semanas, o ministro da Saúde reconheceu esse quadro, mas sublinhou tratar-se de um problema “a nível mundial”, que tem sido ultrapassado com o esforço dos profissionais.
“A preocupação de lidar com a pandemia, que vai desde o diagnóstico, da testagem, a vacinação, o tratamento dos casos, o acompanhamento dos casos infetados. Enfim, é um trabalho hercúleo que tem sido realizado. Eu concordo que há essa pressão, nós sabemos isso, os profissionais estão cientes disto, mas o mais importante é que temos conseguido, como diz o senhor primeiro-ministro, fazer um bom combate à pandemia”, disse Arlindo do Rosário.
À margem da cerimónia de hoje, que assinalou ainda o 25.º aniversário da Ordem dos Médicos Cabo-verdianos e o Dia Nacional do Médico, o governante sublinhou que apesar da forte pressão provocada pela pandemia de covid-19, os serviços de saúde do arquipélago continuam a dar resposta.
“Mesmo no ano passado, em plena pandemia, foram realizados a nível nacional aproximadamente um milhão de atos médicos em Cabo Verde. Estou a falar das estruturas públicas de saúde”, realçou Arlindo do Rosário.
O governante aproveitou a data para felicitar os médicos cabo-verdianos bem como os que através da cooperação internacional “têm trazido um porte de mais-valia ao serviço nacional da saúde”, nomeadamente médicos da Brigada Cubana, médicos da cooperação chinesa.
“O que posso desejar é que continuemos esse trabalho, esse esforço, esse sacrifico. Que de certa forma acredito que é reconhecido pela população. Vamos contar com esse mesmo empenho em todos os anos que virão”, afirmou Arlindo do Rosário, na mensagem aos médicos em Cabo Verde.
Lusa







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