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No passado dia 12 de dezembro B. e o amigo, que é cidadão espanhol, J. (ambos pedem para não divulgar as suas identidades) começaram uma greve de fome com o propósito de conseguir o visto humanitário para a jovem síria que se encontra em Cabo Verde desde o dia 4 de fevereiro deste ano.
Em entrevista ao Balai, a jovem síria afirma que parou a greve mas retomou depois de quatro dias visto que a sua situação continua na mesma e não recebeu nenhuma resposta da embaixada da Espanha sobre o pedido de visto humanitário.
“Na semana passada uma amiga minha de Cabo Verde foi falar com a embaixadora e nos pediram para parar a greve, já que em 48 horas tudo estaria resolvido, mas não aconteceu,” lamenta.
Indignada com esta situação, a jovem afirma que pretende continuar a fazer greve de fome até que a situação se resolva.
“Sempre dão-me a mesma desculpa para que eu possa ir para casa, mas dessa vez não vou até que tudo se estabilize.”
Já o amigo J., que parou a greve de fome, falou em entrevista ao Balai que está bastante preocupado com a situação da jovem síria.
“Estou bastante preocupado porque ela nem sequer bebe um copo de água e isto é bastante prejudicial à saúde.”
Para concluir, J. apela às autoridades cabo-verdianas para agilizarem o processo da ida da jovem síria para Espanha porque a situação psicológica da mesma está a agravar cada dia.
Leinira Furtado/ Estagiária

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