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O ministro do Mar garantiu ontem, dia 18, que está a observar a situação dos trabalhadores da Frescomar com apreensão, pelos postos de trabalho em causa, mas pediu ao sindicato que não transfira para o Governo as responsabilidades laborais.

Abraão Vicente falava à imprensa antes de se reunir com a Associação dos Armadores de Pesca (APESC) em São Vicente. O governante referiu que qualquer questão relativamente ao trabalho deve ter a ver com a Direcção-Geral do Trabalho e com os sindicatos que devem ter forças para lidar directamente com a empresa, com o sector e com o laboral.
“Estamos a observar esta situação, com alguma apreensão, obviamente pelos postos de trabalho que estão em causa, mas é fundamental que os sindicatos não transfiram para o Governo as responsabilidades laborais que eles e a Direcção-Geral do Trabalho devem intervir no caso de os trabalhadores não terem os seus direitos respeitados”, afirmou.
Conforme o ministro, de acordo com as informações que recolheu junto da Frescomar de facto não se está perante um caso ainda de despedimento colectivo.
“Creio que cerca de 500 trabalhadores estão em casa devido à falta de matéria prima para a sua transformação. Também estamos numa fase de transição em que estamos à espera da confirmação de mais uma derrogação, de dois anos, que nós esperamos em Fevereiro estar pronto, o que de certa forma poderá estar por detrás de algum impasse na contratação”, argumentou.
Questionado como é que a armação nacional pode ajudar a Frescomar na aquisição de matéria prima, o ministro defendeu que é preciso reforçar a armação nacional, ter outras condições, ter acesso a linhas crédito junto à banca para a compra de atuneiros e outras infra-estruturas, mas é fundamental que haja uma maior capacidade de captura por parte dos armadores nacionais.
“É fácil dizer, mas não é fácil concretizar. A própria Cooperativa da APESC apresentou um projecto muito ambicioso que temos tido dificuldade em alavancar junto à banca, é preciso aqui um trabalho de formiga e espero que este ano consigamos abrir outras possibilidades para o sector”, projectou.
Segundo lembrou Abraão Vicente, além disso, a Frescomar e a Atunlo são empresas que trabalham ligadas e uma parte das linhas de produção de Atunlo estão paradas devido à situação financeira da empresa em Espanha.
Inforpress







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