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A partir do ano letivo 2025/2026, o uso de telemóveis por parte dos alunos do Ensino Básico Obrigatório, do 1º ao 8º ano de escolaridade, durante o horário letivo e em todos os espaços das escolas, exceto quando devidamente autorizados para fins pedagógicos, vai passar a ser proibido. A medida, que foi anunciada esta sexta-feira, dia 1, pelo ministério da Educação, visa “reduzir as distrações durante as atividades letivas, promover a concentração, a interação e o convívio saudável entre os alunos”.
Conforme avança a mesma fonte, a nível do ensino público no país a proibição do uso de telemóveis já foi implementada desde o terceiro trimestre do ano letivo 2023/24 no Liceu Abílio Duarte, na cidade da Praia. “A medida surtiu efeitos positivos, uma vez que se constatou a prevalência de mais diálogo, dinâmica e disciplina dentro e fora das salas de aula”, defende o ministério.
A tutela da Educação avança ainda que a medida que consta do Caderno de Orientações para o ano letivo 2025/26 pretende atingir vários objetivos, nomeadamente, “reduzir as distrações durante as atividades letivas, promover a concentração, a interação e o convívio saudável entre os alunos, prevenir situações de uso inadequado de dispositivos móveis, incluindo o acesso a conteúdos impróprios e o cyberbullying, bem como reforçar a utilização responsável das tecnologias em contexto educativo.”
O ME pede ainda a colaboração de toda a comunidade educativa na implementação desta orientação e salienta que “o uso pedagógico do telemóvel será permitido exclusivamente sob orientação e supervisão dos professores, como recurso complementar às estratégias de ensino-aprendizagem.”
A medida segue uma tendência já observada em vários países como Portugal, França, Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão, onde a restrição ao uso de telemóveis em ambiente escolar tem sido associada à melhoria dos resultados escolares e à redução de comportamentos problemáticos.
O ministério cita ainda que Conclusões do estudo do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas de Portugal revelam que a proibição contribui para a diminuição de casos de bullying e indisciplina, além de aumentar a frequência nas bibliotecas e a interação entre os alunos.
Balai Notícias







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