Processo arquivado: Ministério Público aponta suicídio como causa de morte de Beto Alves

O caso aconteceu em dezembro de 2020 em Santa Catarina de Santiago.

A Procuradoria-Geral da República anunciou nesta quarta-feira, 06, que não houve crime na morte do antigo presidente da Câmara de Santa Catarina de Santiago, José “Beto” Alves Fernandes, ocorrido no dia 22 de dezembro de 2020, tendo assim arquivado o processo.

Em comunicado, o Ministério Público recorda que “dando conta de que este teria sido vítima de disparo de arma de fogo”, ordenou imediatamente uma investigação para apurar a causa da morte.

“Realizadas todas as diligências que se revelaram úteis à descoberta da verdade material dos factos sob investigação, designadamente exames periciais e forenses (informáticos, análise de imagens de videovigilância abertos e de acesso condicionado, médico-legal, balística, ADN, reconstituição da cena dos factos e inspeção judiciária, bem como recurso a análise fotográfica e análise de informações bancárias e de telecomunicações), o Ministério Público determinou o encerramento da instrução”, lê-se num post na página oficial do Facebook do MP.

Segundo o Ministério Público, as circunstâncias do falecimento de José Alves Fernandes ficaram “a dever-se a facto voluntário levado a cabo pelo próprio que decidiu cometer o suicídio com uso da sua arma de fogo”.

O antigo presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago foi encontrado baleado na varanda da sua casa na madrugada do dia 22 de dezembro de 2020 e veio a falecer dois dias depois no Hospital Universitário Agostinho Neto, na cidade da Praia. Desde então o seu cargo foi assumido pela então presidente Jassira Monteiro.

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