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O secretário de Estado da Economia Digital, Pedro Lopes, defendeu ontem, dia 12, em Lisboa, que o digital deve ser visto e falado como uma ferramenta de escala social, garantindo que Cabo Verde já está neste caminho.

O governante defendeu esta ideia ao falar no painel sobre “Transformação digital” durante o Forbes Annual Summit 2023, organizado pela Revista Forbes Portugal com o tema “Empower the Future”.
“O digital tem que ser falado mais como uma ferramenta de escala social e uma oportunidade para incluir e não para dividir. No meu país já percebemos isso, ou seja, como que um pequeno país insular pode fazer uso do digital para ser relevante”, disse, acrescentando que Cabo Verde “quer cada vez mais projectos da sociedade civil”.
Pedro Lopes afirmou que o Estado está ciente que não consegue fazer tudo, por isso, através da sua visão, quer parcerias da sociedade civil e empresas que acreditem neste “poder do digital”.
“Temos que conciliar aquilo que é o digital com as profissões mais antigas, como a agricultor, o canalizador ou carpinteiro (…). Temos que fazer isso e não dividir o mundo entre o analógico e o digital, mas caminharmos juntos e a internet e o digital têm que ser inclusivo”, sustentou.
Para 2024, o secretário de Estado da Economia Digital frisou que vai ser “importante e desafiante” para Cabo Verde nessa área, por exemplo com a inauguração dos parques tecnológicos construídos na ilha de Santiago e em São Vicente ao serviço das empresas, assim como a concretização das parcerias, nomeadamente com a Microsoft.
Segundo o governante, o país está a fazer uma aposta forte nas infra-estruturas de qualidade, reforçando a conectividade, alinhada na comunidade e nos talentos, indicando que Cabo Verde tem mais de 100 praças digitais para as pessoas terem acesso a internet, com uma taxa de penetração de internet de 85 acesso por 100 cidadãos, o dobro da média africana que é 20 por cento (%) e da média mundial que são cerca de 60%.
“Acreditamos que com a nossa diáspora e com o nosso programa de nómadas digitais, vamos atrair talentos para Cabo Verde e partir de Cabo Verde colocarmos soluções para o mundo”, sublinhou, reforçando que neste momento o país tem uma média de dois voos diários a partir de Portugal, que ajuda nesta conectividade, e que também vai retomar os voos com os Estados Unidos e Brasil.
Pedro Lopes contou que Cabo Verde está a “empoderar” uma nova geração de empreendedores de base tecnológica, que são chamados de “guerreiros digitais”, para que os jovens possam participar na transformação e no desenvolvimento do país, mas também servido Cabo Verde, os países que falam a língua portuguesa em África e a Sub-região africana.
Outros temas estão a ser abordados durante o dia de hoje no evento anual, nomeadamente “Economia de impacto e responsabilidade social”, “Economia Azul”, “Transição Energética”, “COP 28 Insights – Rethinking Sustainability”, “Um mundo em mudança acelerada” e “ESG: a relevância do G”.
Com o tema “Empower the Future” (Capacite o futuro, em português), o Forbes Annual Summit “desafia e incentiva ao debate dos grandes temas da atualidade que vão determinar o futuro”, com participação de decisores políticos, empresários e académicos.
Inforpress

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