Navio Kriola deve retomar operações a partir do dia 4 de julho

Já o navio Liberdadi deve regressar ao mar na semana seguinte, segundo a CV Interilhas.

O navio Kriola que se encontra em reparação nos estaleiros da Cabnave desde abril deve retomar as operações a partir de 4 de julho. A informação é avançada pela empresa concessionária CV Interilhas.

Segundo a mesma fonte, tendo em conta a informação obtida junto dos Estaleiros da Cabnave, o navio Kriola tem data prevista para saída de doca, onde se encontra em reparação, entre os dias 30 de Junho e 1 de Julho. De seguida, o navio vai efetuar testes de navegação e os procedimentos de certificação e validações de segurança e a previsão é que o Kriola “retome as operações a partir do dia 4 de Julho”.

A concessionária avança ainda que o navio Liberdadi deve ficar operacional na semana seguinte.

Na mesma comunicação, a empresa adianta que tem estado em contacto direto com as autarquias da Brava e do Maio, “ilhas mais afetadas pela indisponibilidade de navios na linha do Sotavento”, com o objetivo de “encontrar soluções que vão ao encontro das necessidades dos seus munícipes”.

Foi nesta sequência que “foi realizado um reajuste na programação de viagens do navio Dona Tututa na linha redonda, com especial foco nas datas críticas, festividades e horários de maior impacto, nomeadamente no período das festividades de São João na ilha da Brava”, tendo sido realizada uma viagem ontem, dia 17, que levou 235 passageiros para a ilha das Flores.

Estão previstas ainda viagens na linha Santiago – Fogo – Brava para os dias 21 e 22 de junho.

De recordar que esta segunda-feira, dia 16, dezenas de bravenses saíram às ruas da cidade de Nova Sintra em manifestação para chamar a atenção do governo para a situação deficitária do transporte marítimo de e para a ilha, segundo avança a agência Inforpress.

O edil da ilha do Maio, Rely Brito, também convocou a imprensa no dia 16 e denunciou que “o problema dos transportes interilhas está a tornar-se insuportável”. Para o autarca, a política de transportes para a ilha “não tem correspondido às necessidades locais” e tem tido “consequências danosas” para a economia e para a vida das pessoas, conforme avança a Inforpress.

De recordar que, em finais de maio, o navio Kriola sofreu um descarrilamento parcial durante a reparação o que obrigou a nova alagem e a uma investigação interna sobre como aconteceu o incidente nos estaleiros da Cabnave. Um dia antes do incidente, o ministro Jorge Santos tinha avançado que a referida embarcação estaria de regresso às operações por esses dias.

Balai Notícias

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