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Conforme informação divulgada hoje, a reabilitação do CNAD vai ser inaugurada pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, abrindo assim as portas após mais de três anos, devido a obras que arrancaram em fevereiro de 2019, mas foram suspensas um ano depois por causa da pandemia de covid-19.
“O novo CNAD está concluído, constituindo assim um verdadeiro virar de página na história cultural de Cabo Verde e da África Ocidental, tal como da paisagem da cidade do Mindelo”, enalteceu o Governo, na nota de imprensa.
A reabilitação foi liderada pelo gabinete Ramos Castellano Arquitetos, que empreendeu uma “completa requalificação” da casa onde viveu o senador Vera-Cruz.
“Além disso, um novo edifício, construído do zero, completa este complexo cultural com um traçado marcadamente contemporâneo”, prosseguiu o executivo, destacando a cobertura da fachada com tampas de tambor, material usado para construção de casas de lata nas periferias da cidade do Mindelo, reforçando a ideia de sustentabilidade.
“Assim, as tampas reguláveis moldam a luz e a temperatura no interior, assim como guardam uma surpresa na sua palete de cores vibrantes: os diferentes tons compõem as notas de uma sinfonia musical criada de propósito pelo compositor mindelense Vasco Martins, numa homenagem a uma das linguagens mais fortes da cultura cabo-verdiana: a música”, descreveu.
Financiado pelo Governo, num projeto inicial estimado em cerca de 50 milhões de escudos (453 mil euros), as obras chegaram, entretanto, a 120 milhões de escudos (um milhão de euros).
O CNAD será aberto ao público num ambiente de festa, com uma série de atividades culturais, entre música, exposições, mostras, teatro e visitas.
O edifício iniciou as suas atividades em 1976, com a Cooperativa Resistência que tinha como missão afirmar Cabo Verde através da cultura e no ano seguinte passou a Centro Nacional de Artesanato, entre outras designações históricas que conheceu, como rádio, espaço de ensino e criação.
Lusa





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